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Edição de terça, 9 de agosto de 2022.
(Próxima edição: sexta dia 12.)
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E o que o Inter tem a ver com a desgraça do Grêmio?



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Montagem EV sobre imagem Camera Press

A resposta é simples. Nada! E tudo! Explico. Não tem nada a ver se pensarmos que o Grêmio vem cavando sua própria desgraça.

Com um time ruim, fruto de má gestão e péssimas contratações, isso tudo acabou contaminando as finanças. E o anímico do time. Até o guardador de carros arranha os carros, porque perdeu o foco.

Da prosperidade, do champagne, passamos para o vinho em caixinha, sublime decadência.

Bom, se pensarmos na diretoria e no conselho do clube, vemos bem essa trajetória rumo ao vinho de caixinha. Muita gente sem prestígio que se pendura no clube. Ex-ricos e novos ricos. Sucessões familiares. Grandes grupos de sócios que (se) perpetuam por meio de uma lista para a conselho. The winner takes it all. O vencedor leva tudo. E ao perdedor, que é o torcedor comum, sem o “capitalismo de laços do clube” (aqui cai bem o conceito de Lazzarini – que não é Lazaroni), as batatas.

O corolário disso tudo é uma diretoria que foi engolida e ao mesmo tempo é engolidora. Administrou o clube da champagne Veuve e agora corre atrás de copos de “cristal da cica” para colocar vinho de caixinha.

Por outro lado, o Inter tem tudo a ver com essa desgraça, se pensarmos que eles - colorados - estão na primeira divisão e tem a Sul Americana ainda por jogar. Pior: estão indo bem.

Então o Inter tem tudo a ver, porque se vai bem, machuca a gente. Uma coisa é vermos o Inter do mesmo nível, da mesma competição. Ou na lesma lerda. Já outra coisa é olhar de baixo, de uma série B em que nunca chegamos até agora no tal G-4, condição para voltar ao Brasileirão A. PQP: confesso minha inveja.

Então, torcida tricolor: indignai-vos. Ou perecereis. Quer dizer, pereceremos.

Por isso venho sugerindo ano zero no Grêmio. O problema é estrutural. E é nele que temos de mexer.

Se a eleição for do mesmo padrão e nas mesmas regras das anteriores, melhor não fazer. É um jogo de cartas marcadas. Já sabemos os vencedores. São os próprios brigando contra os mesmos. E a malta torcedora chupando os ossos.

Indignemo-nos. Ou afundaremos todos. Pior: olhando o sucesso do Inter. Ah, o Inter não vai tão bem assim? Hum, hum. Mas podemos nós, do “alto” da segunda divisão, falar algo? Sem olhar no espelho retrovisor e ver todas as lerdas já feitas?


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