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Edição de sexta, 20 de maio de 2022.
(Próxima edição: terça dia 24 de maio.)
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Boas festas, ou viva a vida!



Arte EV

Imagem da Matéria

PONTO UM:

Estamos chegando ao fim de 2021. Vou me valer deste Espaço Vital, com a permissão de nossos leitores, para algumas reflexões.

Refletir sempre foi uma proposta quando se chega ao fim de um ano. Novos planos para o ano vindouro, retomada de projetos antigos e esquecidos nas curvas dos caminhos percorridos, como: a) Vou retomar o estudo de inglês; b) Vou começar a fazer exercícios regularmente; c) Vou trocar de cidade ou de trabalho. E assim por diante.

Nunca entendi por que, pois, afinal, quando acordamos no dia primeiro do ano novo, somos os mesmos da noite anterior, talvez com um pouco de ressaca pelos excessos cometidos na mesa farta - para aqueles que tiveram mesa farta, claro...

Mas é a importância do simbolismo que, entra ano sai ano, continuamos prestigiando. Lembro da passagem do ano de 1999 para 2000, que se reinventou 12 meses depois como passagem de século, de 2000 para 2001. Todos estavam tão elétricos que parecia efetivamente uma época de grandes reviravoltas e de ressuscitar antigas profecias.

Mas o que aconteceu tão relevante no inicio dos anos 2000 ou no início do terceiro milênio? O céu continuou azul pintado de nuvens brancas e sol continuou com o seu amarelo de ouro.

Não será diferente no final deste 2021: vamos individualmente repensar nossas ações e comprometermo-nos com esperanças e promessas de nos tornarmos melhores, de um modo ou de outro. O que é bom, não sendo relevante explicar essa forma de nos conectarmos com o nosso futuro.

PONTO DOIS:

Mas 2021 foi um ano melhor que 2020, pelo menos num aspecto, o qual nada tem de irrelevante, registre-se: o enfrentamento científico contra a pandemia do coronavírus. Se em 2020 fomos todos impactados com as mortes e os malefícios de milhares de vítimas e de seus familiares, se a economia virou de cabeça para baixo, se nos isolamos distanciando-nos de nossos familiares e amigos, se deixamos de lado os mais variados projetos, em 2021 veio a vacina.

A vacina e a melhor compreensão do vírus, de suas variantes, e dos males que eles produzem. E tudo graças à ciência e aos milhares de homens e mulheres que, deixando de lado as suas promessas realizadas no final do ano de 2019, se empenharam num projeto comum e sem fronteiras: desenvolver a vacina certa, ou pelo menos a vacina possível considerando a velocidade com que o vírus travava seu combate de morte.

E isso nos faz repensar: como vamos nos despedir deste ano e receber o ano de 2022: com o tradicional boas festas, ou com votos de louvor à vida. VIVA A VIDA?

Opto pela segunda hipótese: viva a vida em 2022!

PS – Até o próximo encontro com os leitores, na terça-feira 1º de fevereiro.


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