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Edição de sexta, 20 de maio de 2022.
(Próxima edição: terça dia 24 de maio.)
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O Gre-Nal termi-Nal...



Ricardo Duarte/Inter

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Eu imaginava que o Grêmio superaria as suas dificuldades e não cairia. Mas o terror de fincar o pé no penúltimo lugar da classificação é terrível, pois tudo passa a dar errado. O principal erro foi pensar que há milagre e que a troca do técnico é o caminho.

Nessas situações há um elemento subjetivo presente no vestiário que contamina os atletas, os principais responsáveis pelo mau rendimento.

Identifico um outro aspecto comum àqueles que caem: a chamada fadiga dos metais. Geralmente há uma continuidade fabricada e calcada na vaidade dos dirigentes.

No coirmão, não fosse a gambiarra interpretativa do estatuto, o Romildo teria encerrado a sua gestão como um dos maiores presidentes. Equacionou as finanças e ganhou quase todos os títulos que disputou. Isso após longos anos de hegemonia vermelha.

No colorado não foi muito diferente. Aquele que esteve à frente das mais importantes conquistas da história, foi o mesmo que encerrou a sua carreira diretiva à frente do também mais expressivo revés.

Não é à toa que batizamos o futebol como jogo. Para os dirigentes, a adrenalina e a onipotência são componentes que levam a estender períodos no comando.

É como acontece com os jogadores contumazes: sempre há a possibilidade de ganhar mais e mais.

O Gre-Nal de sábado (6) foi marcante pelo resultado, pois os times jogaram alterando momentos ruins e bons. O gol da vitória colorada fez justiça, pois foi obra do Taison - e no dia em que era dado início pelo Inter à campanha contra o racismo nos estádios.

Também foi tranquilizador ver que o Marcelo Lomba voltou à sua forma, evitando pela sua qualidade o empate.

Agora o impossível não será mais possível: fazer o que não foi feito ao longo de todo o campeonato.

O Grêmio enfrentará pela terceira vez a segunda divisão do futebol brasileiro, e ela não é fácil. Se a crise for agravada poderá repetir a situação do Cruzeiro. De resto, caixões sejam eles azuis ou vermelhos, fazem parte da vibração do torcedor e é para eles que os clubes existem. 

Apenas uma pergunta: foi a tal de IVI (Imprensa Vermelha Isenta) que rebaixou o Grêmio, ou ele mesmo?

Para sair da segundona tem que parar com a fantasia da imortalidade e com a paranoia contra a imprensa.

Quem cai, cai pelas próprias mãos


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