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Edição de sexta, 20 de maio de 2022.
(Próxima edição: terça dia 24 de maio.)

Operação do MPF mira em desembargador do TJRS



Foto Eduardo Nichele / TJRS / Divulgação

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O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) realizaram, na manhã desta quinta-feira (30), operação em investigação que apura indícios de corrupção e venda de sentenças pelo desembargador Rinez da Trindade, do TJRS.  Conforme nota jornalística da Procuradoria-Geral da República (PGR), três investigados foram alvos de mandados de busca e apreensão autorizados pela ministra Laurita Vaz, do STJ. Houve buscas na residência e no gabinete do desembargador.

O pedido do MPF registra que "indícios de prova a respeito do comércio de decisões do Tribunal de Justiça são consistentes e diversificados, apresentando conexão com investigações da Operação Barbeiro, que tramitou na 3ª Vara Criminal da Comarca de Venâncio Aires".

A Operação Barbeiro, desencadeada inicialmente em 2016 pelo Ministério Público do RS, com o apoio da Polícia Civil e da Brigada Militar, resultou na prisão de três pessoas em Venâncio Aires e uma em Lajeado. Um dos que esteve preso foi o investigador Roberto Chagas, que atuava na Polícia Civil de Venâncio Aires. Ele é acusado de facilitação a pessoas envolvidas com jogos de azar, tráfico de drogas e estelionato.

A PRG informou que o desdobramento de hoje, do caso, é sigiloso e, por isso, não pode dar mais detalhes no momento.

A seu turno, o TJRS se manifestou por meio de nota: “Não fomos comunicados sobre a referida operação. Pelas informações divulgadas até o momento, o assunto tramita em Brasília, em segredo de Justiça. O TJRS está à disposição para colaborar no que for de sua alçada".

Contraponto impossível

O Espaço Vital tentou contato com o desembargador, mas sem sucesso. Um servidor do gabinete do magistrado, admitiu que “ele teve o celular apreendido”.


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