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Espaço Vital, terça-feira, 07.12.
(Próxima edição: sexta-feira, 10.12)
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Por que Renato não poupa no Flamengo? Medinho?



Edição EV sobre foto de Lucas Uebel (GFBPA)

Imagem da Matéria

Renato, quando técnico do Grêmio, sempre desprezou o Brasileirão. Odiava. Botava o quinto time. Preguiçosamente. Atirou fora no mínimo dois campeonatos.

Bom, esperava-se que, no Flamengo, Renato faria o mesmo. Ledo engano. Lá o bicho pega. A direção enquadra o técnico. E a torcida vai no rim do treinador.

Pois é. No jogo de domingo contra o Grêmio, tendo duas “côôôpas” para disputar além do ex-desprezado Brasileirão, Renato – se fosse coerente - deveria ter posto o terceiro time do Flamengo, com juvenis e nabas.

Fosse coerente o homem da estátua, pouparia. Elegeria prioridades, como diziam ele e a direção.

Bah. Renato é um cagão. Lá no Flamengo vai pianinho. Bota o time titular. E faz todas as substituições possíveis com os jogadores milionários que tem à disposição.

O verdadeiro gremista não despreza campeonatos. Quer ganhar. Não poupa jogadores preguiçosos e lenientes. Aqui no Grêmio, Renato administrou um spa de luxo. Muito chinelinho. Ah, estou com uma “fijjjgada na perna, professor”. “Ah, não quero viajar para o nordeste, professor”, “Ah, estou exaurido com tantos jogos, professor”.

É isso. O resultado é que atiramos fora campeonatos brasileiros que poderíamos ter ganhado. Poupamos. E na maior parte das vezes, para nada, porque poupamos e, mesmo assim, saímos das côôôpas.

Domingo o Grêmio ganhou do time titular do Renato. Faltou só Arrascaeta. Aliás, justiça seja feita: Renato botou o time titular do Flamengo a jogar às ganhas. Já contra o Inter levou 4x1. Com os titulares.

Cumprimentos ao Grêmio que, aos trancos e barrancos, juntando os cacos do spa de luxo do “antigo regime”, consegue encarar o Flamengo. Vamos sair dessa.

Mas, por favor, direção tricolor! Até não sei como está agora na era pós-Renato. Que nunca mais volte a imperar a tirania do vestiário. E que nunca mais alguém venha e diga: “Ah, vamos poupar”.

Trabalhadores cansam nos seus afazeres e não são poupados. E ganham uma miséria, isso quando têm emprego. Os jogadores ganham muito e, por qualquer coisinha, “têm fijjjgada”. E ficam exauridos...

Renato: vamos lá! Poupe no Flamengo.

Ah, lá não dá? Pois é. O bicho pega, não é? Aqui era mole!...


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