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Espaço Vital, terça-feira, 07.12.
(Próxima edição: sexta-feira, 10.12)
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O gauchismo no futebol



Imagem: Blog História do Futebol

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Escrevo no 20 de setembro, recordando os tempos em que a data máxima do Rio Grande era comemorada na plenitude.

A partir de julho escutávamos o som das bandas escolares ensaiando para a parada da juventude. A banda do Colégio Nossa Senhora das Dores, de Porto Alegre, era um sucesso, e por todos aguardada.                

O mesmo espírito gauchesco tomava conta do futebol: o jeito gaúcho de jogar; a virilidade na disputa e o aguerrimento dos nossos times. Para nós, as vitórias eram as façanhas que serviam de modelo a toda a terra.

Testemunhei em 17 de junho de 1972 o histórico confronto amistoso entre a seleção gaúcha treinada pelo Aparício Viana e Silva e a seleção brasileira, treinada por Zagallo. Parecia a disputa entre dois países. O público que lotou o Beira-Rio - atingindo o recorde de 110 de mil torcedores - entoava sem parar o Hino Riograndense, vaiando a seleção brasileira.

Naquele ano a seleção brasileira participaria do Torneio Independência, comemorativo aos 150 anos da data, sem a convocação de qualquer jogador gaúcho. Paulo Cesar Caju durante toda a partida assustado, dizia ao Valdomiro que “parecia estar em outro país”, pois eram 100 mil bandeiras gaúchas e nenhuma do Brasil.

Tocado o Hino Nacional, ele desencadeou a vaia dos torcedores durante toda a sua execução.

Pouco a pouco o regionalismo foi cedendo espaço e as nossas características futebolísticas desaparecendo. Elas foram fruto da origem dos jogadores que à época integravam a dupla. Eles vinham do interior e se destacavam no disputadíssimo campeonato gaúcho.

Os treinadores, quase todos gaúchos, reproduziam um mesmo modelo de futebol.

A globalização também tomou conta do futebol e as comunicações, pela amplitude e imediatidade, alteraram a cultura reinante e a composição das equipes.

Os treinadores e os atletas que atuam na dupla, com exceções, na maioria agora são provenientes de outros estados ou, como se tornou natural, de outros países.

As quase inexistentes comemorações da Data Farroupilha se resumem hoje  à pilcha das crianças e ao curioso fato para os que não são daqui, de sabermos por completo a letra do nosso hino.

Saudemos nos dias de hoje o momento de recuperação dos nossos grandes. O Internacional está conseguindo uma certa regularidade e o Grêmio que venceu o Flamengo se aproxima de escapar da zona da degola.

Degola que nenhum torcedor deseja, inclusive pelo que representou na Revolução Farroupilha.


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