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Espaço Vital, sexta-feira 15.10.
(Próxima edição: terça-feira, 19)
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O inimigo diz que te ama



Foto: “Álbum de família”.

Imagem da Matéria

De tempos em tempos ficamos horrorizados com a notícia de que alguém - que devia amar - matou quem devia ser amado. Recentemente ficamos penalizados com o caso do menino (Miguel) de Imbé (RS), torturado, humilhado e morto pela mãe (Yasmin) e sua companheira (Bruna).

Há neste caso um requinte de crueldade e sadismo que chamou muito a atenção. Não eram explosões de ódio que geravam o espancamento e tortura, mas sim, diversão.

A companheira da mãe, uma robusta moça - relatando e mostrando o local do cárcere e a forma de tortura ocorrida ali - narrava tudo como quem é pego furtando balas no mercadinho da esquina.

Havia nas conversas entre a mãe e a companheira um prazer palpável ao comentar sobre as correntes compradas para prender o menino. Sim, ele era o ratinho de experimento das duas monstras.

As agressões eram relatadas por escrito, como um diário de terror. O menino também era obrigado a escrever frases depreciativas sobre si.

Pergunto onde andavam os vizinhos? Escola? Parentes? E a Defensoria Pública onde tramitava o processo da avó pedindo a guarda?

E o MP? Todos nanando ao som do boi, boi, boi...

Domingo passado (8) tomei conhecimento do caso de uma mulher em Toledo (PR) que passou um ano presa dentro de casa pelo marido: um ilibado senhor  de classe média, empregado e... honesto.

A vítima tinha o cabelo raspado, pregos colocados na língua e a boca costurada com linha grossa. Detalhe: ela mesma tinha que fazer as mutilações em si, tudo assistido pelo filho menor.

O que mais irritava o bondoso chefe de família era a esposa pronunciar palavras que terminam com “e” e ela ousava falar com “i”. Exemplo: atitude, ela falava “atitudi”.

Ele possuía um arsenal “educador” para estes momentos: facão, bastões de beisebol, agulha e linha, chave de fenda, alicate, pregos, etc.

Antes da ultima sessão de tortura (pois o marido avisava com antecedência o que aconteceria) ele mandou ela se preparar pois deveria furar seus olhos naquela noite. Após, já cega, deveria se matar e seria enterrada no quintal de casa mesmo. Desesperada, esperou o marido dormir e fugiu.

Ela sobreviveu ninguém sabe como, um ano vivendo as piores atrocidades possíveis. Novamente ninguém viu nada. Como no caso do menino Bernardo, e outros tantos que ficamos sabendo.

Viram sim, sabiam sim, desconfiavam sim, não quiseram denunciar, se envolver...bando de omissos.

Experimente trocar de carro, arrumar um namorado, voltar tarde da noite depois de uma festa: todos vão ver, comentar, palpitar...

Vivemos uma loucura coletiva. Logo, não mais nos importaremos com estas notícias. O pior é que estes monstros terão defesa, processo, julgamento e irão comer, dormir e tomar sol às nossas custas.

Quando vamos ter a coragem de discutir e aceitar que gente deste tipo deve ser extirpada da sociedade. Que estes monstros não vão melhorar, e logo que forem soltos voltarão a repetir - e de forma mais requintada - seus crimes pois tiveram anos para se preparar.

Só a morte resolve este problema.

Mas antes um ano de trabalho forçado, nada de regalias, visitas, etc...

Óin isso não pode! Óin direitos humanos! Óin, só Deus tira a vida!  Mas adoram falar que estes monstros serão mortos dentro da cadeia. Não querem é sujar suas mãos. Preferem que outro criminoso faça o serviço.

Eu não. Queria uma tarde com aquelas duas mulheres de Imbé. Repetiria com elas exatamente o que fizeram com aquela pobre criança. Faria uma reconstituição dos crimes ipsis litteris, com riqueza de detalhes.

Sim, sou ruim, meu coração para este tipo de gente é cabeludo. Não me enviem barbeadores. Julguem-me!


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