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Espaço Vital, sexta-feira 15.10.
(Próxima edição: terça-feira, 19)
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Futebol gaúcho em baixa



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Segregado no extremo sul do país, o futebol gaúcho lutou muito para conquistar lugar de destaque no cenário nacional. Conquistamos títulos nacionais e internacionais, afirmando as nossas características próprias de muito aguerrimento e técnica. Os dois grandes do Rio Grande do Sul revelaram craques para o mundo.

O efeito gangorra foi fundamental: se um estava bem e outro mal, logo vinha a reação. Assim foi em relação aos estádios, às contratações, às finanças, ao gigantismo do quadro social e todo o mais.

E hoje?

Hoje vivemos a dura realidade da mediocridade, nenhum deles apresenta condições de ultrapassar as dificuldades impostas nas competições.

Entretanto, há algo que fazer a diferença: o nosso tradicional adversário tem a guaiaca recheada, e nós um par de moedas.

Não gosto de falar do rival, mas preciso e devo comentar o Internacional. Nossos dirigentes são amadores, ingênuos, delirantes e ambíguos. 

O projeto, a ciência de dados, a profissionalização e tantas outras promessas descortinaram-se como farsas que semanalmente se reafirmam. Uma direção que nunca ganhou nada, não pode ser a solução para o nosso destino.

Na semana passada a esperança anunciada seria treinar por uma semana. O aproveitamento da semana de “intensos treinamentos” teve como resultado o 0 X 0 frente ao glorioso Cuiabá.

A base não oferece nenhuma perspectiva de curto e médio prazo, continua improdutiva como em toda a gestão Barcellos. Não há dinheiro para contratações. Concretizou-se a esperança anunciada: a saída do vice de futebol, que pediu demissão nesta terça-feira (2). Com todo o respeito ao João Patrício Hermann, ele sabia de vestiário o mesmo que eu sei de física quântica... Quase nada!

Mas a inépcia foi avisada, a escolha era temerária, tanto que não revelada na época da campanha. Trocar por quem?

Nenhum dos integrantes do grupo diretivo foi vitorioso e isso considerando todas as áreas do clube. São bons de conversa na tentativa de dourar a pílula, mas péssimos administradores.

A ideia de que a rivalidade provoca a ascensão dos dois grandes do RS, dá espaço para o efeito areia movediça: quanto mais se movimentam mais afundam. Resta-nos torcer muito e com o olhar fixo na parte de baixo.

Até agora nada deu certo lá pelo Beira-Rio, salvo medir os fracassos e verificar que... o outro está pior.


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