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Espaço Vital, sexta-feira 15.10.
(Próxima edição: terça-feira, 19)

Luzes de Parahyba!



Imagem: https://www.techtudo.com.br/

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Por Álvaro Klein, cidadão brasileiro, mestre em diversidade cultural e inclusão social, ex-presidente da AGETRA. E – perdoem – adEvogado trabalhista...

Na semana que passou, aqui no Rio Grande do Sul, a advocacia trabalhista mergulhou na escuridão – na sexta-feira à tarde não havia mais luz no fim do túnel.

A correição realizada pelo TST não prestigiou algum pedido, reclamação ou sugestão da advocacia trabalhista. Sequer houve uma pequena congratulação ao futuro novo Presidente da OAB da Justiça Estadual... As modernidades eletrônicas às nuvens. A eterna analógica vida humana da Cidadania e sua Advocacia à injustiça social cotidiana.

O Tribunal Pleno Trabalhista, em sua última sessão pública, declarou a inconstitucionalidade do artigo 16 da Constituição, e inverteu o devido processo legal. Agora, por aqui pode alterar a regra da eleição até mesmo depois da contagem dos votos. A assinatura na procuração é desnecessária e a petição inicial pode ser juntada aos autos após a “conclusão para sentença”.

Na próxima semana, como um “folhetim” semanal, vai passar o CEJUSC. Para oportunizar o gotejamento de algumas migalhas, o CEJUSC vai passar. Para manter o represamento de fortunas pelos contumazes descumpridores da Lei Trabalhista, Fundiária e Previdenciária, o CEJUSC vai passar. Bem assim o CEJUSC vai passar a ser realidade de todos, qualquer momento em qualquer lugar.

Enquanto, antecipadamente, me preparava para encerrar a semana, vi as luzes de Roberto Parahyba, que desde o CF-OAB iluminaram os caminhos da Presidente do TST. Ela reconheceu e afirmou a humanidade, ou as características analógicas dominantes das vidas humanas da Advocacia, Magistratura, Servidores e Servidoras, quando revogou o ATO CSJT.GP.SG Nº 45/2021 – aquele que acabava com o registro/transcrição da audiência na ata.

Pensando em dias melhores encerrei minha jornada. Naquela noite tive um sonho legal, bacana, de lealdade, claro e transparente. Coisa de sonho mesmo, tipo distopia real de épocas – presente e passado, tudo junto ou misturado. Sonhando, viajei pela Grécia, Itália, e Brasil, tudo muito real em cada tempo da viagem, digo do sonho.

De repente, quando eu estava na esquina do arroio da Independência, ouvi um brado forte e retumbante. Em uníssono um panteão, quase meia centena de Divindades reunidas à sombra de três pavilhões hasteados a meio pau, rinnegarono l'anticipazione della disastrosa celebrazione dell'autofagia finale.

Dopo aver ascoltato l'advocacy e alcune insolite cittadine aquela meia centena de Divindades convergiram nos entendimentos para onorare la Costituzione.  

Ainda em som único, reafirmaram os deveres e obrigações das Pessoas Humanas ou não, de respeitar as Dignidades e os Direitos das Pessoas Humanas da quell'arida terra del sud.

Themis, que convenceu Narciso a esperar por Cronos, foi acompanhada à unanimidade do Olimpo, na declaração de esquecimento eterno dos acontecimentos do último panteão.

Aquela declaração de Themis que desautorizava Atena, parecia ser um revival ao revés de trasanteontem: “A experiência do tempo foi a principal virtude de Zeus. Aquele que almeja o lugar de Zeus deverá esperar pela autorização do Senhor da Razão.”

Em seguida aquelas Divindades apareciam na estação da esquina das belas praias. O cenário contemporâneo de trasanteontem fora substituído pelo esfumaçado ambiente das estações de trem do inicio do século XIX.  Desembarcando de um vagão, todas diziam terem sido enganadas. Diziam que o convite era para um passeio rápido pela auto solidariedade, e que de fato passaram apenas pela baixa moralidade.

Saída de um quiosque de justiça instantânea, uma empreendedora recém acordada, vendia doces no intervalo da mamada e da troca das fraldas de seu recém-nascido filho,  quando questionou: “O Trem da Solidariedade não é um trem bão?”

Piuiiii, piuiii!!!!

O despertador, tampouco o apito do trem despertam de realidades, mesmo que distópicas.

Que seja pela multiplicação das luzes de Parahyba.


A PALAVRA DO LEITOR

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