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Porto Alegre, terça-feira, 14 de setembro de 2021.
(Próxima edição: sexta-feira, 17).
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Alvíssaras! O esforço dos jogadores e da direção deu certo!...



Arte EV sobre imagem Pixabay

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Caminho para a segunda divisão não se improvisa. É fruto de muito esforço. Na noite de domingo foi o canto do cisne. A crônica de uma leniência anunciada. Uma preguiça indescritível. Um desdém contra o torcedor.

Direção contratou treinador e não “consultou” os jogadores! Que coisa, não? Suas Excelências não gostaram do novo coach. E o boicotaram a ponto de estarmos atrás do último colocado. O lanterna plus. Um fiasco.

Alguém diria: a culpa é do técnico. É? Então os jogadores desaprenderam a jogar. Ganham salários milionários e em dia. Para jogar isso?

Nem vou nominar os insubordinados. Apenas lamento. Está na hora de o Grêmio (quer dizer, a direção) derrubar lendas urbanas sobre vestiário.

Ou a direção manda no clube, ou admitamos que se instalou o Coletivo Tricolor. O Coletivo do Vestiário. A Comuna Ludopédica. Todo poder aos trabalhadores do futebol!

Jogadores de todo o Grêmio, uni-vos! Já derrubaram o técnico. Agora vem o segundo passo do golpe: a derrubada da direção. A bandeira do Coletivo dos Jogadores tremulará na Arena, substituindo o pavilhão azul.

O camarada Maicon assumirá o Comitê Central. E Matheuzinho organizará os subcomitês. Entrementes, JP nada fará. Como em campo.

Nada mais há a dizer. Há um livro que deveria ser lido pela direção do clube. Chama-se O Código de Honra, do filósofo Kwame Anthony Appiah, um best seller.

Appiah mostra como a vergonha foi um componente fundamental para o abandono de algumas práticas seculares e milenares.

Seria bom para fazer intervenção no vestiário. Mudar práticas seculares de vestiário. Terminar com lendas urbanas de que treinador bom é o que se dá bem com os jogadores. 

Só a vergonha nos salva! De minha parte, diante do novo regime instaurado no Grêmio sob a liderança dos jogadores, comunico que estou na contrarrevolução. Na guerrilha. Sigam-me os que forem a favor de uma contrarrevolução.


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