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Porto Alegre, sexta-feira, 18 de junho de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 22).
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O que o (a) próximo (a) presidente do TJRS faria para resolver o impasse das pilhas?



Montagem de Camila Adamoli sobre foto Visual Hunt

Imagem da Matéria


Um convite

Definidas integralmente as duas chapas (ambas situacionistas) que concorrerão, em dezembro, às eleições para o comando (2022/2023) do TJRS, o Espaço Vital contatou no domingo (30) com os dois candidatos à presidência, formulando idêntico convite.

Foi assim: “Convidamos a que escreva, para a edição de 4 de junho, um artigo com até 3.500 caracteres, sobre o seguinte tema: ´O que farei, como presidente do TJRS, para que se dê rápida ou razoável prestação jurisdicional final´”.

As duas respostas – de essência semelhante – chegaram na terça-feira (1º). 


Primeira resposta

A desembargadora Íris Helena Nogueira foi a primeira a responder: “Agradecemos pelo honroso convite. Por ora não temos condição de aceitá-lo. Estamos ainda organizando as metas e diretrizes para nossa administração. Tão logo elaboradas, encaminharemos para a imprensa”.


Segunda resposta

O desembargador Tasso Caubi Delabary também respondeu: “Nossa chapa e grupo de apoiadores entenderam de agradecer a oportunidade, e nesse momento inicial da campanha concluir a formulação das propostas. Para tanto, enviamos mensagens aos colegas com disponibilidade de meio para sugestões, não considerando apropriado antecipar manifestação através de mídias externas, neste momento”.


Que pena!

Ante as duas respostas acima, a sociedade e a cidadania terão que esperar para conhecer as estratégias capazes de abrir, na Justiça gaúcha, um horizonte desanuviado, no macro panorama da lentidão forense e das cortes.       

Enquanto pilhas de milhões de processos permanecem sem solução, resta por ora repetir o preceito constitucional: "A todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”. (Art. 5º, inciso 78).

Na prática, é apenas um sonho.


O mar é testemunha

A “rádio-corredor” da advocacia gaúcha já tem a primeira prévia da enquete que apura onde e quantos magistrados estaduais e federais gaúchos se protegem durante a pandemia. É no aprazível município de Xangri-lá  que ocorre a maior concentração de quem está trabalhando em suas casas e apartamentos de veraneio, minimizando o risco de contágio.

O município possui uma área de 601 mil km², tendo 18 km de costa marítima.

O contingente humano extra formado por centenas de doutos se espalha - além da sede, chamada justamente de Xangri-lá – por Arpoador, Atlântida, Coqueiros, Maristela, Marina, Noiva do Mar, Rainha do Mar e Remanso.

Desde março de 2020, o qualificado afluxo humano aumenta ali, com a presença de novos grupos familiares (cônjuges, filhos, serviçais). Entrementes se amplia em alguns milhares de pessoas a população fixa que, ali, era antes de apenas 17,5 mil residentes.

Em tempo: o faturamento comercial agradece.

 
Etimologia

Xangri-lá é uma adaptação para o idioma português de Shangri-La. Este é um país fictício situado na obra “Horizonte Perdido”, produzida em 1933 pelo escritor inglês James Hilton.

O livro descreve uma cidade mística que fica escondida nas montanhas do Tibet.


Pérola relojoeira (1)

No singular. Na semana passada, a juíza Luciana Fiala de Siqueira Carvalho, do 5º Juizado de Violência Doméstica do Rio, absolveu o zagueiro Marcelo Benevenuto, do Fortaleza - e revelado pelo Botafogo - da acusação de crime de violência doméstica, após denúncia de sua ex-namorada. O caso ocorreu em 2017.

Segundo a sentença, "embora haja indícios de que o acusado tivesse praticado o ilícito penal descrito na denúncia, tal circunstância, por si só, é incompatível com a exigibilidade de sentença condenatória, que deve basear-se em provas produzidas sob o manto do contraditório".

É que, ao depor, Benevenuto negou ter agredido a companheira. Segundo ele, “após uma discussão, num ato reflexo para desviar da ex-namorada, o relógio que estava no meu pulso resvalou no rosto da vítima”...


Pérola relojoeira (2)

No plural. Como se sabe, muitos boleiros gostam de portar grandes relógios, chamativos e caros. Numa grande lista, revelada na semana passada, desponta Cristiano Ronaldo.

O artigo de luxo do português é um Rolex GMT Master Ice, em ouro branco 18 quilates, com algumas pérolas, e diamantes de 30 pontos cravejados. O wrist watch custou 371 mil libras, cerca de R$ 2,7 milhões.


Menos sol, mais vitaminas

Certamente como efeito da pandemia, a venda de vitamina D no Brasil cresceu 93% nos últimos 12 meses. Os dados são comparativos aos números mensais a partir de abril de 2020, com os do mês passado. E o consumo da vitamina C registrou aumento de 60% no mesmo período.

O levantamento foi feito pela Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais.

Como os advogados não podem passar meses a fio em Xangri-lá, optam pelos fármacos...


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser esclarecer, comentar, detalhar, solicitar correção e/ou acréscimo, etc. sobre alguma publicação feita pelo Espaço Vital, envie sua manifestação.

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