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Porto Alegre, sexta-feira, 18 de junho de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 22).
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Falta generosidade no Inter



Arte EV sobre imagem Medium.com

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Na semana em que veio à tona que o Abel Braga teria chamado, dentro do vestiário, os atuais dirigentes do Internacional de “moleques” e em plena pandemia causadora de inúmeras dificuldades, o Pernambuco é despedido.

Ele tinha uma vida dedicada ao clube, com 50 anos de serviços prestados sendo dispensado com aproximadamente outros 60 trabalhadores.  Os seus serviços eram de pouca complexidade, mas estava entre os jogadores e por eles era reconhecido e admirado.

A despedida do Pernambuco me fez lembrar do caso Moura, antigo massagista do Internacional desde a época dos Eucaliptos.

O seu Moura inclusive chegou a morar no antigo estádio. Ele, assim como o Pernambuco, também era admirado por todos. Um certo dia, um dirigente ávido por mudar as coisas, por deixar a sua marca em tudo, assumiu a presidência e dispensou o seu Moura. Os anos de dedicação foram encerrados sem sequer um muito obrigado.

A falta de sensibilidade foi tanta que ele, incentivado pela família e os amigos, ingressou com uma ação trabalhista. Em meio a conversações acerca do possível desfecho da demanda, o Moura sugeriu que colocassem uma pequena placa de agradecimento em qualquer lugar do estádio. Recebeu em resposta um peremptório não do novel presidente.

O Moura faleceu e os seus filhos, ainda mais indignados com o fato, deram seguimento ao processo. No final o Sport Club Internacional foi obrigado a pagar aos familiares o equivalente a uma de suas folhas salariais.

Passaram-se anos e por um capricho do destino o presidente que pagou foi o mesmo que despediu.

Tenho a certeza que o salário do Pernambuco não atingia a 1% do que ganha o pior dos jogadores contratados pelo atual presidente.

Não venham argumentar tratar-se de contenção de despesas para o pagamento de uma dívida de R$ 400 milhões.

Nos dois casos há ausência de generosidade e de empatia.

Esperar o quê - de quem acha que descobriu a roda - e dos neoliberais que tomaram conta do Sport Club Internacional.

Muito obrigado, Pernambuco!


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