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Espaço Vital, sexta-feira, 26.11.
(Próxima edição: terça-feira, 30.11)
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Os falaciosos que iludem a paixão dos torcedores



Arte: Internacional.com.br - Editada

Imagem da Matéria

No futebol surgem expressões com objetivos mágicos para que os falaciosos tentem iludir a paixão dos torcedores. Em mais de 30 anos de vida no Internacional, convivendo com gente experiente, aprendi que não há milagres no futebol.             

A grande mentira que preponderou nas eleições passadas, meticulosamente explorada pelos “influencers” - covardes injuriadores sob encomenda –   foi a conversa fiada adotada por aqueles que jamais pisaram em um vestiário e, quando pisaram, não ganharam nada.

Pois bem, a tal ciência de dados nada mais é que servir-se de forma séria da monitoração dos adversários e dos atletas. Em síntese, acabar com o “achismo” que tanto prejuízo já trouxe aos cofres dos clubes e abrindo espaço à corrupção. Nada mais do que isso.

Ian Graham em 2015, contratado assumiu o Liverpool e implantou o método que tem como conceito o domínio de campo com base em estatísticas obtidas em partidas anteriores. Coincidentemente o Liverpool melhorou muito, tornando-se campeão europeu.

Sim, coincidentemente porque seguramente não foi apenas isso que mudou a realidade de derrotas.

Aqui no Internacional - quando fomos campeões do mundo FIFA e por duas vezes campeões da América, época em que o atual presidente não existia no quadro social - preponderava uma ideia de mudança com muita dedicação, trabalho e seriedade, cada qual na sua área de direção.

A “ciência de dados” é apenas um dos aspectos para a mudança estrutural para que um cube deixe o status de perdedor.

No Gre-Nal do coelhinho da Páscoa, o resultado foi amargo: mais uma derrota com o gol de um novato, justamente quando os ponteiros do relógio davam início ao dia 4 de abril, aniversário do Sport Club Internacional.

Um alento de ressureição aos colorados como eu: pelo conceito da ciência de dados, vencemos o  clássico!...

Sim, tivemos mais posse de bola, mais domínio de campo e só perdemos por um detalhe: o espanhol esqueceu que o essencial é vencer, ingressando na estatística das vitórias.

A maneira de ele fazer o time jogar me lembrou muito do Nelsinho Batista porteño, o Coudet: muita jogada lateralizada com ausência de objetividade e efetividade.

Esqueceram de contatar aos “moderninhos” do futebol o óbvio, aquilo que faz parte de um elementar fundamento: a goleira do adversário é do outro lado do campo e quanto o mais rápido nosso atleta ficar diante dos zagueiros e do goleiro melhor.

Todos sabem que quando se ataca o gol adversário com rapidez, podemos obter o gol, um pênalti, uma falta perigosa, um escanteio e na pior das hipóteses uma lateral na proximidade da área.

A posse de bola ineficiente só traz supremacia porcentual, nada mais, é o ouro de tolo. Impor uma mecânica imprópria ao plantel tem como consequência certa o descrédito e o desgaste.

Na estatística registrada pela história mais uma vitória para o rival.  Há apenas uma única vitória pelas mãos do Abelão que tem muito a ensinar aos que por aqui se aventuram: quem não faz leva.                        

Estava esquecendo: com a derrota perdemos a liderança no campeonato.

Por tudo, foi uma triste Páscoa para o Inter.


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