Ir para o conteúdo principal

Porto Alegre, sexta-feira, 16 de abril de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 20).
https://www.espacovital.com.br/images/201811081626490.jpg

A revelação da bola de cristal



Arte EV sobre foto (2006) da base de dados do SCI

Imagem da Matéria

Em meio ao isolamento, o título mais parece coisa de série da Netflix. Em um outro momento, aqui no Espaço Vital, relatei o episódio protagonizado pelo Abel Braga à véspera da decisão do mundial com o Barcelona, no Japão, em 2006.

O clima era tenso e no café matinal era visível a preocupação com aquilo que para muitos parecia impossível: bater o Barça. Quebrando o silêncio que emoldurava a cena, entra no refeitório o Newton Drummond, o diretor executivo de futebol do Internacional, avisando que estava indo para a reunião com a FIFA, onde seriam definidos os detalhes para a partida final. Na reunião, estariam presentes os representantes dos clubes, os da entidade máxima do futebol - FIFA - e os dos patrocinadores e promotores.

Surpreendentemente já no primeiro ponto, sem respeitar o sorteio anteriormente havido, foi comunicado ao Newton que o Internacional jogaria com a segunda camiseta, enquanto o Barcelona com a primeira – começava a pesar o poder do adversário.

No hotel todos ainda aguardavam no salão do café, onde o Newton retornando inconformado e revoltado com a manobra dos organizadores que desrespeitaram o que estava previamente definido, comunica que “o Internacional que jogaria com a camiseta vermelha, jogará com a branca”.

O recado daquele episódio foi um só: a pretensa disputa seria apenas um rito de passagem que culminaria com a colocação das faixas no poderoso e imbatível Barcelona FC.

Aqui começam as interpretações possíveis acerca da reação do Abel.  Ele ergue a cabeça e proclama: “Seremos campeões mundiais!”. E explica: “...Passei a noite sonhando com o nosso time de camiseta branca colocando as faixas. O que não fechava era jogarmos com as vermelhas. Agora fechou tudo!”

Alguns preferem atribuir à clarividência do Abel. Eu imputo à sua inegável inteligência: transformando aquilo que era negativo em verdadeiro combustível para a vitória. Fez com que o time acreditasse no que parecia impossível aos olhos do mundo.

Foi do Abelão a ideia da tríplice coroa, utilizada durante algum tempo no nosso emblema.

Esse é o Abel, um líder capaz de grandes sacadas, capaz de contaminar com a sua vontade os demais.

Domingo, a primeira possibilidade de conquista do título brasileiro! Vamos lá, acreditemos que é possível pois já derrubamos gente maior que o Flamengo.

São inúmeras as dificuldades adicionais para o enfrentamento, mas temos o Abel.

Sonha Abel e transforma a realidade!


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser esclarecer, comentar, detalhar, solicitar correção e/ou acréscimo, etc. sobre alguma publicação feita pelo Espaço Vital, envie sua manifestação.

Mais artigos do autor

Arte EV sobre imagem Medium.com

Falta generosidade no Inter

 

Falta generosidade no Inter

Na semana em que veio à tona que o Abel Braga teria chamado, dentro do vestiário, os atuais dirigentes do Internacional de “moleques” e em plena pandemia, o Pernambuco é despedido. Ele tinha uma vida dedicada ao clube, com 50 anos de serviços prestados.

Pedro H. Tesch/AGIF

Porque o Internacional é roubado

 

Porque o Internacional é roubado

É histórica a centralização do futebol no eixo Rio - SP, o que foi agravado pelos interesses do televisionamento que busca a maior audiência. Isso colaborou para que a estrutura diretiva do futebol brasileiro sofra forte influência dos chamados grandes, aqueles que possuem expressiva torcida em todo o país e, assim, milhões de telespectadores”.