Ir para o conteúdo principal

Porto Alegre, sexta-feira, 16 de abril de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 20).
https://www.espacovital.com.br/images/doispontos.jpg

A venda de armas no Brasil e o seu ranqueamento



Arte EV

Imagem da Matéria

PONTO UM:

 O uso de armas de fogo para defesa pessoal - portanto, uso liberado ao grande público - sempre foi um tema polêmico com apoiadores, contrários radicais e os reticentes, não só no Brasil. Particularmente, eu não saberia o que fazer com uma arma, o que representaria um trambolho na minha vida: onde guardar? Como evitar que outras pessoas tivessem acesso à arma, etc.?

Mas respeito aqueles que se sentem mais seguros, quiçá mais fortes, se tiverem uma arma ao seu alcance.

Por outro lado, uma regulação mínima sobre a aquisição de armas é também indispensável. Liberar armas de fogo não significa dispô-las em balaios para qualquer interessado na aquisição. Mas, não é esse o ponto a ser aqui enfrentado.

Em janeiro foi divulgado o significativo aumento na compra de novas armas de fogo, alcançando o número de 180 mil recentes unidades, o que, segundo a Polícia Federal, representou um aumento de 91% em relação ao ano anterior: de 94.064 aquisições registradas em 2019 alcançou-se o número de 179.771 novas armas adquiridas, batendo um recorde desde 2009, quando teve início a série disponibilizada pela instituição.

Aliás, deste número, 122.372 foram atribuídas exatamente a aquisições feitas por cidadãos, ou seja, para uso de defesa pessoal - assim, cerca de 70%. Fala-se, inclusive, em uma política de barateamento no preço das armas de foto para aumentar o seu comércio para outras camadas da população.

 

PONTO DOIS:

 Politicamente, os leitores podem concordar ou discordar dessa orientação, mas o fato é que durante a campanha de Bolsonaro, a venda de arma a cidadãos comuns, para uso de defesa pessoal, foi sempre uma bandeira insistentemente levantada, e o resultado das urnas acolheu essa orientação. Fato consumado.

Compra quem quer; e não compra quem desaprova. Democrático, sem dúvida, mas até que ponto representa uma evolução quanto ao exercício da cidadania, já é outra coisa.

Espera-se, claro, que essas novas armas no cotidiano se limitem mesmo à defesa pessoal, mas aí é entrar numa seara quase que de outra dimensão, que este espaço não comporta. Confesso, porém, que gostaria de ver ou ouvir outras notícias nos ranques nacionais. Por exemplo: o significativo aumento na compra de livros, físicos ou digitais, propagando o conhecimento, especialmente entre a população mais carente, com uma política de barateamento para um acesso mais universal.

A redução de preço dos medicamentos também seria uma notícia alvissareira.

E, já que terminei o ano de 2020 falando em vacina para enfrentar a pandemia do corona vírus, por que não a tão almejada vacina, com aquisições aceleradas e em número que atenda a grande população, nos protegendo desta praga, que iniciou em 2019, persistiu em 2020 e continua presente no nosso cotidiano de 2021?


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser esclarecer, comentar, detalhar, solicitar correção e/ou acréscimo, etc. sobre alguma publicação feita pelo Espaço Vital, envie sua manifestação.

Mais artigos do autor

Google Images

Que não seja para morrer na praia...

 

Que não seja para morrer na praia...

“O TSE retoma o debate sobre os sistemas eleitorais: a discussão sobre desafios e perspectivas do sistema proporcional, a fragmentação partidária, a representação das mulheres e a desproporcionalidade entre votos e cadeiras no parlamento”.

Foto Downtown Filmes - Divulgação

O tempo, o vento e a vacina

 

O tempo, o vento e a vacina

“Precisamos de tempo, mas contado por outra dimensão. Tempo em semanas, dias, horas por vezes já não basta. Ou a guerra da Covid-19 estará perdida. O efeito dominó da transmissão do vírus já se faz sentir com o crescimento geométrico da doença”.