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Porto Alegre, sexta-feira, 16 de abril de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 20).
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Parole, parole, parole...



Charge de Renato Peters / Globo Esporte

Imagem da Matéria

Nas últimas semanas muita coisa tem sacudido o futebol brasileiro. Nada tão inusitado e até mesmo hilário, quanto a famosa entrevista pós jogo do Renato. Um show de bobagens.

O Palmeiras levou a Libertadores e o Lisca merecia ter conquistado o Brasileirão da Série B; em um minuto o título escapou das suas mãos, mas o América mineiro está na elite do futebol e o nosso Juventude também.

O que faz palpitar forte os corações colorados é a liderança e a invejável campanha do Internacional. O Abelão mostra competência e comando sobre o grupo de jogadores que recebeu. A sua contratação nas condições em que assumiu como técnico era temerária. Hoje ela se revela correta e inquestionável. Entretanto sobressai algo que vai além: o Coudet não era tudo aquilo que se falava. Forjou fama de “moderninho” mas não soube tirar tudo que era possível dos jogadores; faltou-lhe flexibilidade para adaptar as suas convicções à realidade do plantel.

Há uma outra situação que exige reflexão: as saídas do D´Ale e do Musto fizeram muito bem para a equipe.

Tenho o Coudet atravessado na garganta pela forma como abandonou o vestiário ou a barca, como preferem outros.

Se antes o Abel já contava com o respeito dos colorados, agora muito mais, e tomara que entre novamente para a nossa história de grandes conquistas.

Outra conclusão irrefutável: o novel presidente colorado tem uma sorte do tamanho do Beira-Rio, pois em apenas dois meses poderá ganhar um título muito expressivo. Já o Medeiros é um azarado pois o título de campeão, se vier, por justiça seria dele. Ficasse na presidência mais 70 dias e poderia levantar a taça de um campeonato que buscamos há muito tempo.

Enfim, coisas do futebol e da política colorada.

No tema “parole”, entendo que foi modesta a reação dos profissionais da imprensa gaúcha. Fosse outro o seu autor o mundo cairia. Mas enfim, às vezes, quando as coisas não dão certo é preciso apontar um culpado, mesmo que a lógica mais pareça uma obra de ficção paranoide.

Aguardemos se o desafio lançado ao Sala de Redação será concretizado.

Na escuta, e seguindo o líder...


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