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Espaço Vital, terça-feira, 07.12.
(Próxima edição: sexta-feira, 10.12)

Empresa que faz segurança do Carrefour tem policial como sócia



O Grupo Vector, empresa terceirizada responsável pela segurança da unidade do Carrefour em que João Alberto Freitas foi espancado até a morte, na noite do dia 19, em Porto Alegre, tem entre seus sócios-administradores ao menos uma policial militar de São Paulo, o que é vedado pela legislação paulista. A informação foi antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que iniciou imediatamente “uma apuração rigorosa no quadro societário e de funcionários da empresa Vector Segurança Patrimonial para apurar infrações” ao estatuto do funcionalismo público estadual e ao Regulamento da Polícia Militar.

A empresa tem sede na capital paulista; uma de suas filiais é em Canoas (RS). “Todos os casos de irregularidades que forem constatados terão a abertura imediata de procedimentos administrativos”, diz o documento da SSP.

A cabo da PM-SP Simone Aparecida Tognini aparece como sócia e administradora da Vector na ficha cadastral da empresa na Junta Comercial do Estado de São Paulo. Ela detém 5,26% do capital da empresa, e o restante pertence, de acordo com o documento, a Adelcir Geusemin, que se declarou residente em Porto Lucena (RS), município localizado no noroeste do RS, às margens do Rio Uruguai.

Em nota, a Vector contradiz o documento oficial que consta na JUCESP, e sustenta que “seus sócios policiais são apenas cotistas da empresa, o que é permitido por lei”.

No sistema da Receita Federal, o nome de Simone Tognini também aparece no quadro societário da empresa, mas ali Adelcir Geusemin aparece como administrador da Vector. A empresa tem mais de 2.000 funcionários e atua em 13 Estados.


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