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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 27 de novembro de 2020.
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Santos de barro



Imagem: Artesãos da Fé - Edição EV

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O Gre-Nal de sábado (3) merece poucas linhas, pois quase nada revelou. Apenas ressurgiu em campo a capacidade de reação do time, no segundo tempo. Não tenho dúvidas que foi feito o que era preciso – extirpar a política do vestiário.

Classificaremos para a próxima fase da Libertadores, mas é preciso ajustes por parte do treinador: parar de jogar para trás, para os lados e manter a bola no pé para ser ofensivo com efetividade. Mais uma vez ficou claro que o Moledo e o D’Alessandro não podem ficar no banco, são fundamentais para o time.

Mas há um outro aspecto que ronda o Beira-Rio e que precisa da atenção dos conselheiros conscientes e dos associados.

É que arma-se uma investida sem precedentes na história do clube com a predominância de interesses externos, estranhos ao futebol. Acertei quando apontei prematuramente o desastre da gestão anterior e que deixou marcas indeléveis na história colorada, além de prejuízos.

Agora, os deserdados da política partidária pretendem retomar o prestígio instrumentalizando os nossos mais caros valores, aproximando-se do que entendem por “massas”.

Lembram do nosso símbolo sendo utilizado por um grupo de sedizentes ANTIFASCISTAS?

Pois é, cada um pode ser o que quiser, de direita, de esquerda, de centro, etc. Mas o Internacional é a síntese, é a soma das paixões exclusivamente em razão futebol, que é a sua causa de existir.

Mas isso não ocorre apenas no Internacional, é uma forma de retorno à vida pública, disfarçando as mazelas. O recomeço nos movimentos estudantil, de trabalhadores, de moradores e assim por diante, faz parte. O que não faz parte, o que não é razoável, é o passo além, o da apropriação do clube e dos seus torcedores.

No processo eleitoral – conselheiros e associados – precisam dedicar um mínimo de tempo à reflexão acerca da história de candidatos e dos seus grupos de atuação. Tomara que dessa vez eu esteja errado. Mas as peças foram postas há muito no tabuleiro, e o jogo iniciou; falta muito pouco tempo para as eleições coloradas.

Conclamo: COLORADOS, UNI-VOS!

A sucessão da direção do Internacional não passa pelos gabinetes de políticos e partidos.


A PALAVRA DO LEITOR

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