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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 27 de novembro de 2020.
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Eu olho e não vejo nada!



      Um Gre-Nal de doer, uma partida sem atrativos, salvo a tradição do clássico. Quem viu não percebeu nada de promissor ou de tranquilizador.

      Do lado vermelho um time de baixa qualidade técnica e com uma forma enigmática de jogar. O único resultado que interessava ao Inter era a vitória, pois a ameaça não estava na perda da liderança no grupo da Libertadores, mas na frustração de uma torcida desejosa de virar o lado da gangorra.

      Dez Gre-Nais sem vitória não comporta justificativa aqui no Rio Grande do Sul.

      A convicção que não cede à realidade é adubo para a burrice.

      Como gostam os comentaristas da atualidade, “lateralização” do jogo, saída com a bola no pé, e recuo à defesa, sempre provocando o azar. É sempre assim, repetidamente e sem resultados animadores. O Coudet já teve tempo suficiente para trabalhar, mas os resultados não aparecem.

      O resultado é muito importante, mas seria animador com vistas ao futuro, a consolidação de um time e de um esquema adequado a ele. O plantel do Internacional não se destaca pela qualidade dos atletas.

         E agora?

         Agora, para quem tem prestígio religioso, o negócio é rezar.

         Pouco a pouco, diante das más apresentações, perdemos posições tanto no Brasileirão como na Libertadores.

         No lado azul o problema não é meu.

      Pelo lado de lá, o que chama a atenção é o prêmio lotérico que será pago ao Thiago Neves. Sim, aquele que não disse ao que veio e que colocará no bolso aproximadamente R$ 3.440.000,00 em razão de um contrato que 27 dias depois lhe garantiria a renovação por mais um ano e a dobra dos salários.

      Eta maravilha do futebol...

      Apenas sob o título de reparação pelo dano moral ele receberá R$ 1.920.000,00 - isso sem qualquer sentença judicial condenatória.      É a magia do futebol, ao menos para os jogadores.

       Enfim, enquanto não for alterada essa lógica do futebol - a de que os “artistas”, flutuando em um mundo paralelo, têm apenas direitos - temos que utilizar a velha máxima: “Não joga nada e quer massagem”.

      Ou melhor: “Não joga nada e quer prêmio de loteria”.

      Quer e ganha...


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