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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 25 de setembro de 2020.
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Poupar e preguiçar: receitas para perder um campeonato!



Imagens: Freepik - Montagem: Gerson Kauer

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Que me desculpem os “chapabrancas” que “proíbem” críticas a Renato e ao time. Desobedeço. Penso que o chapabranquismo é a doença infantil do futebolismo, para parafrasear o famoso ponta esquerda da antiga URSS, V. Ulianov.

Já escrevi, aqui no Jus Azul, o Evangelho Segundo Jesus, o Jorge. Lembro alguns mandamentos:

• É preciso ser intenso o jogo todo, marcando ou atacando;

• Jogador não precisa ser poupado de um jogo para render na partida seguinte;

• Futebol é jogo de contato - é do risco da profissão – porque futebol é profissão, não divertimento - ocorrer lesão, tanto no   treino, no RACHÃO (um dos apóstolos colocou em caixa alta, não se sabe por que), ou no jogo;

• Jogador de futebol tem de fazer uma coisa que qualquer trabalhador faz: trabalhar, isto é, jogar.

• Não poupar jogadores.

O décimo mandamento: é indispensável que se tenha disciplina; jogadores passam por biometria, almoçam juntos, tem de chegar uma hora antes dos treinos, treino em dois turnos e diminuição da vida social dos atletas. (Fim do Evangelho Segundo Jesus).

Eis a fórmula que dá certo. Simples. Jogador joga.

O Grêmio já começou a poupação. Entregou dois pontos para a ruindade do Ceará. Mas contra o Corinthians usou os titulares, então por que deu errado, entregando mais dois pontos? Simples. Agora, ao lado da poupação, tem uma certa lerdeza. Falta de tesão.

E quem explica bem isso é a coluna Dia de Jogo, da jornalista Jéssica Cescon Antunes. No texto lê-se uma coisa interessante:

“A escolha consciente do jogo lento e as razões disso. Vejam: É uma decisão clara: se está em ataque, ESCOLHE parar a jogada no entorno da grande área pra "cozinhar o adversário", uma estratégia que nenhuma defesa do mundo cai mais. (...) Mas nada é por acaso. Se a escolha pela lentidão é consciente... (...). Me parece ilógico que um time que planeja a partida que vai poupar o elenco inteiro (mesmo depois de 3 meses parado) também opte pelo jogo ´chocho´ e sem sal para preservar a parte física. Mas é o que o Grêmio faz”. 

Concordo com a tese.  Por isso, o Grêmio tem de ter foco. Desejo. Paixão. Tesão. Vamos seguir os mandamentos de Jesus. O que mais ouvi no sábado à noite foram gritos de lamento da torcida, tipo “Pulei da barca”, “Larguei”, etc.  Ora, futebol é paixão e não burocracia. E nem poupança. Jogador joga. Simples assim.

Post scriptum (1) - O modelo está esgotado!

Diori, da CIA – Comentaristas Isentos de Arbitragem - mais uma vez não se conteve. Junto com Tiago Rocha, da Rádio-Gre-Nal, chorava e gritava para anular o pênalti marcado contra o Inter. O clubismo é uma coisa que devia ser assumida. Tem de sair do armário. Assumir o vermelhismo. Esse disfarce não esconde nada. Parece filme trash: é feito a sério, porém não dá para esconder o zíper da fantasia do personagem. Como no filme Os Tomates Assassinos.

O modelo esgotou. Como o Galpão Crioulo. Assim como o modelo de poupar jogadores. Muda Rio Grande!

Post scriptum (2) - A “isenção de Diori”

Lembram de Inter x Veranópolis, pelo Gauchão de 2019? Relembrem o vexame: “Moledo segurou a camisa do adversário, mas não puxou. Por isso não foi pênalti”. Eis a foto para recordarem.

Assim como o célebre “Musto não devia ser expulso” no Gre-Nal. Pois é. Pois é.

Moledo segurou a camisa do adversário mas não puxou

And I rest my case. Os fatos falam. O modelo acabou.


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