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Porto Alegre (RS), terça-feira, 22 de setembro de 2020.
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Quatorze minutos e três cartões: o sinal “vermelho” que não parou o Grêmio!



Foto Kinemero - Camera Press - Edição: Gerson Kauer

Imagem da Matéria

No Jus Azul de terça (4) fui profeta. Disse que o Inter viria abrindo a caixa de ferramentas desde o início. Acertei. Tínhamos apenas 14 minutos de jogo e já três cartões amarelos haviam sido aplicados ao time vermelho.

Também avisei do cuidado que teríamos que ter com o apito. Acertei, porque Vuaden não expulsou Musto. Esse Musto deve ter algum charme, alguma coisa que encanta os árbitros. Outro que tinha isso é Guiñazu. Pois o gajo já escapou de duas expulsões em dois Gre-Nais seguidos.

Outro erro grave: o cartão amarelo para Kanemann foi absolutamente equivocado. Nem falta houve. Mas Vuaden foi compensar não sei o quê. Outro erro: 10 minutos de acréscimos.

Uma prova de que a filosofia não é o espelho da natureza é que, mesmo com o VAR, árbitros não enxergam coisas óbvias, como o cotovelo de Musto.

Alguns comentários de integrantes da IVI são bizarros. Quando, além dos cartões amarelos, o Inter continuava a bater, o Saraiva, na RBS, falou: “Inter talvez esteja ultrapassando a fronteira na disputa, batendo muito”.

Não diga, Mauricio...É mesmo?

Vejam o comentário do narrador, Lucianinho: “Gre-Nal disputado com lances ríspidos”. Só?

Bom, jabuti não sobe em árvore. Ou é enchente ou gente. Um time não sai batendo se não há incentivo do treinador ou de dirigentes. Não é “sponte sua” que jogadores saem batendo em seus companheiros de profissão

Parece que o Inter está à beira de um ataque de nervos. Seu treinador, esbaforido, nitidamente está desconfortável. A imprensa está desconfortável. Maurício Saraiva e Diogo Pipoca Olivier visivelmente já não aguentam. Lucianinho narrando já quase não contém o grito.

De novo: isso que não ouvi as lamúrias do capitão Reche. Imagino como ele estava.

Ao fim das contas, era para ter sido goleada. Inter foi salvo pelo goleiro. De novo. São Lomba.

Do lado do Grêmio, o time jogou de acordo com o adversário. Recuou quando devia, e atacou nos momentos certos. O placar deveria ter sido de 4 ou 5.

A violência vermelha

O Gre-Nal tem de deixar lições. De há muito Inter está ultrapassando os limites, ao usar de violência, coisa que pode ser verificada objetivamente: o número de cartões.

A IVI – Imprensa Vermelha Isenta – não enxerga isso. Porém, ao se calar, a IVI prejudica seu time do coração. Nenhum time, assim agindo, botando a culpa nos outros e tentando ganhar na marra, dá-se bem.

Pode até dar certo. Como um relógio parado, que acerta a hora duas vezes por dia.

Post scriptum (1)

Procurei na Zero Hora de quinta (6) algum comentário sobre arbitragem e, de novo, nada. Só haverá comentário quando Inter for prejudicado por árbitro gaúcho. Portanto, não haverá esse tipo de comentário.

Pelo que concluo que Diori deve estar ganhando sem precisar escrever!

Post scriptum (2)

Extra, extra – terraivismo matemático-avaliativo! Zero Hora publicou que Alisson teve nota pior que Pottker, Boschila e Marcos Guilherme! E, pasmem, Rodinei (quem?) teve a mesma nota de... quem? De Geromel. Sim! Está na ZH. Isto é que é jornalismo!

Depois dizem que a IVI não existe. Ah, vão se afumentar...


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