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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 27 de novembro de 2020.
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Pedro Ernesto corrige o chefe da CIA – Comentaristas Isentos de Arbitragem



Fato 1:

Não bastou Diori Vasconcelos pagar o maior mico com juros de cartão de crédito. Já fora corrigido e desmentido por Paulo Cesar de Oliveira, antigo e experiente árbitro do centro do país.

Agora levou uma chinelada implícita de Pedro Ernesto Denardin, no Pravda do futebol gaúcho do dia 25 último. Pedro disse: “Musto deveria ter sido expulso”, sem se referir – e não era necessário – à patacoada de Diori.

O mistério é porque Diori investiu contra o fato. Simples: porque ele acredita apenas em interpretações de fatos. Sugiro a ele a leitura do livro “Aos Ombros de um Gigante”, de Umberto Eco, quando ele ironiza aqueles que acham que não existem fatos.

Como já falei, Diori é um relativista. Sai dizendo por aí que não existem verdades. Logo, isso mesmo que ele diz não é verdadeiro. Logo, a própria frase é mentirosa. Questão de lógica.

Fato 2:

Incrível como existem azuis fascinados pelo vermelho. David Coimbra, Cesar Cidade Dias são dois exemplos (Zini Glu Glu também, pena que saiu da ZH – coisa que lamento com toda a sinceridade). Eles são gremistas que negam a existência da IVI – Imprensa Vermelha Isenta. Tem gente da própria diretoria do Grêmio que nega a ec-xistência da IVI. Como Diori, negam fatos. Acreditam em narrativas.

Todos os dias a IVI escamoteia fatos. Transforma a segundona em Brasileirão Série B. Isso é velho. No dia do hepta do Grêmio em 1968 (sim, no dia do HEPTA), a manchete principal da ZH foi “Sensacional vitória do Inter”, enquanto o Grêmio empatava com o Juventude e, assim, saiu campeão.

Lucianinho narrando o Gre-Nal último também mostra o constrangimento da IVI. Forte sintoma. Diogo comentando o Gre-Nal foi angustiante. Aquela dor da angústia que ele devia estar sentido, como dizia um dos heterônimos de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos (Jus Azul também é cultura!).

Mais: o cínico silêncio sobre os erros de arbitragem contra o Grêmio; o negacionismo que a IVI mostrou quando do último Gre-Nal são fatos que não poderiam ser ignorados, principalmente por azuis, desde que não fossem, de algum modo, fascinados, inconscientemente, pelo vermelho. Quer dizer: os gremistas temos três tipos de adversários: os colorados assumidos, os “isentos” da IVI e os negacionistas gremistas.

Fato 3:

Que feia ficou a proibição da participação do repórter Cesar Fabris da Rádio Gre-Nal em coletiva do Inter. Guerrinha nunca foi barrado em coletiva gremista. Nem Wianey. Nem Figueroa, quando estava na RBS. Nem os “isentos” são barrados em coletiva do Grêmio, como Diogo Olivier e Reche.

Mas no Inter, sim. Ficou feio também outro repórter, Thiago Suman, colega de profissão de Fabris, colocar a culpa na Rádio Gre-Nal por ter escalado o “único” gremista (sic). Foi mal no Twitter. A culpa ficou com a vítima. Bah. Ficou feia a justificativa.

Mas esse é o clima que se criou no RS. Pior: Suman “entregou” que na Gre-Nal só tem um azul. Se é verdade, de fato, como reagirão os negacionistas gremistas que dizem que a IVI é uma invenção?

Fato 4:

Vou repetir: como já escrevi, precisamos de uma epistemologia no futebol gaúcho, especialmente na imprensa desportiva. Esse modelo esgotou. De há muito. É como o Galpão Crioulo. Há um momento em que esgota.

O velho morreu e o novo não nasce: isso se chama crise. Crise de paradigmas.


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