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Porto Alegre (RS), terça-feira, 22 de setembro de 2020.
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Gilmar Mendes, o mais falado nas redes



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Imagem da Matéria

  • Gilmar nas redes (1)

Gilmar Mendes esteve ontem (13), o dia todo, nas manchetes por causa de seu entrevero com as Forças Armadas. Até as 19h30 - segundo um levantamento feito pela Consultoria Bites - foram 92 mil posts sobre ele. Imaginem qual foi o tom.

Mas nada próximo dos 401 mil de novembro do ano passado, quando manifestantes simpáticos a Bolsonaro, pediram o impeachment do supremo ministro.

  • Gilmar nas redes (2)

O ministro também tinha bombado, nas redes brasileiras, durante o fim-de-semana, no WhatsApp e no Telegram, com imagens de uma mesa sobre a calçada de um restaurante em Lisboa. Ele foi especialmente apupado por um homem que inicialmente falava em idioma russo, mas no final revelou-se brasileiro que gritou: “Aí Gilmar, tomando cervejinha em Lisboa”.

Duas senhoras estavam à mesa, uma delas abanando para o público. E um segurança, estrategicamente postado junto à mesa, filmava os protestantes.

Um juiz gaúcho que compartilhou as imagens perguntava no grupo: “Quem é que está pagando a segurança?”. Ninguém soube informar.

  • Gesto generoso

O TJ de Santa Catarina suspendeu os prazos de todos os processos em que atua a advogada Luana Vieira (OAB-SC nº 22.601), que tem escritório na cidade de Tubarão. Ela contraiu Covid-19 e ficou dez dias em coma. No total, foram 17 dias de internação em um hospital - e agora de recuperação em casa.

A decisão, tomada pela corregedora-geral da Justiça do TJ-SC, desembargadora Soraya Nunes Lins, atendeu a um pedido feito pela OAB catarinense e alcança todos os processos em que Luana não atua na companhia de outros advogados. A entidade argumentou que, caso os prazos dos processos não fossem suspensos, haveria perecimento de direito das pessoas representadas pela advogada e, além disso, ela sofreria prejuízo profissional decorrente da ausência plenamente justificada.

"Depois da minha saída do hospital, eu soube da notícia da decisão da suspensão de todos os meus prazos em todas as comarcas e isso me deu muito conforto" - relatou, de casa, a advogada de 37 anos. (Expediente nº 0024080-91.2020.8.24.0710).

  • Um povo mais pobre

Impressionantes 108 milhões de brasileiros (66% da população) tiveram sua renda reduzida por causa da pandemia. O número era de 85,8 milhões (52%) em abril. Cresceu em 22,2 milhões de pessoas em dois meses.

Os dados são do Instituto Locomotiva, de São Paulo, empresa de pesquisas cujo slogan é “mais do que entender de números, somos especialistas em entender de gente”.

  • Lista quíntupla

Há mais candidatos às duas próximas vagas de ministro do Supremo. Descartado Sérgio Moro, dois largaram na frente: o advogado Jorge Oliveira (ministro-chefe da Secretária-geral da Presidência da República) e o advogado da União André Mendonça, atual ministro da Justiça e Segurança, também pastor presbiteriano.

Mas três outros se alçaram: o procurador Augusto Aras, o presidente do STJ João Otávio de Noronha, e o ministro do TST Ives Gandra Martins Filho.

As cartas serão lançadas em datas próximas a 1º de novembro próximo , e 12 de julho de 2021, quando Celso de Mello e Marco Aurélio Mello serão alcançados pela compulsória.

  • Triste conjunção

É grave o quadro. A socióloga Julita Lemgruber, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania do Rio de Janeiro entrevistou cem jovens detidos nas pocilgas do sistema de “recuperação” carioca. A maioria deles foi pega com pequenas quantidades de drogas e sem armas. Alguns dados: 82% são negros; 86% não concluíram o ensino fundamental; 39% já tiveram alguém da família assassinado.

A socióloga concluiu em uma frase: “Diferentemente do senso comum, eles são explorados pelo tráfico e abandonados pelo Estado”. Avançando dá para arriscar dizer que esse quadro carioca deve ser paradigmático para a maioria das capitais brasileiras.

  • A nova Odebrecht

Ao todo, 52% dos funcionários da Odebrecht S.A. têm menos de cinco anos de empresa. Ou seja, mais da metade dos empregados ingressou na empresa a partir de junho de 2015, mês da prisão de Marcelo Odebrecht. Mais: a renovação se revela também na faixa etária: atualmente 45% da força de trabalho têm até 35 anos de idade.

Os dados constam no relatório anual do grupo, que busca a difícil reconstrução da companhia e martela a tese de que as prática$ republicana$ (cifrõe$ embutido$ e/ou por fora) ficaram para trás.

  • A Odebrecht de outrora

Com todos os bens bloqueados (R$ 143 milhões) desde março, Marcelo Odebrecht está penando para manter o padrão de vida.

Sua rotina passou, um dia desses, pelo impensável nos dias de tempos maganos. Teve que pedir dinheiro emprestado - sem data para a devolução - a amigos, entre eles ex-subordinados nos tempos de glória da empresa.

  • Não contratado, mas...

Carlos Alberto Decotelli, que ficou ministro da Educação por cinco dias, vai entrar com ação indenizatória contra a Fundação Getúlio Vargas, por ter publicado nota oficial negando que ele tenha sido professor da instituição.

Neste ponto o currículo não foi maquiado: Decotelli não foi professor contratado, mas deu aulas durante vários anos em vários cursos da FGV. Recebia como autônomo, mas regularmente estava lá.


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