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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 07 de agosto de 2020.

Leia o contraponto do advogado que foi suspenso preventivamente pela Ordem gaúcha



O advogado Marcus Vinicius Azambuja de Freitas respondeu ontem (2) à noite à solicitação do Espaço Vital para que apresentasse contraponto. Eis sua manifestação:


“Agradeço ao Espaço Vital por me permitir o contraponto. Tenho muito apreço pela publicação, uma das primeiras, senão a precursora, na divulgação e compartilhamento de temas jurídicos sempre relevantes, de modo transparente, aberto e esclarecedor, ouvindo e conferindo direito de manifestação a todos os envolvidos.

Atuo como advogado há 21 anos, sempre trabalhando com o máximo respeito aos meus deveres e obrigações, defendendo a atividade do advogado e as premissas de minha profissão, bem como pautando minhas ações pelos limites da lei.

Prova disso é que, em todo este tempo, nunca participei, sequer como testemunha, de qualquer processo administrativo, disciplinar ou sofri qualquer tipo de questionamento, seja ele qual fosse, da Ordem dos Advogados.

Integrei, inclusive, comissões da OAB/RS, mais de uma vez, o que muito me honrou e é motivo de orgulho.

Cumpri, portanto, meu compromisso e meu trabalho, sempre de modo digno e honrado, zelando por minha profissão e pela categoria, em que pese minhas divergências, naturais, com a forma como a instituição é administrada e o posicionamento de alguns de seus gestores em assuntos específicos relevantes.

Em que pese minha atuação ilibada, me vi surpreendido, na data de hoje, com decisão do presidente, que fere a minha imagem, de meu escritório e de minha empresa – Accorda Ltda., sem ter sido, em momento algum, cientificado ou notificado da existência de algum expediente.

E mais, tomei conhecimento da medida pelas redes sociais, uma vez que até o final da manhã não havia recebido qualquer comunicação da Ordem - o que ocorreu por e-mail, depois da publicização do caso pela própria instituição. Ou seja, fui “condenado” publicamente sem sequer ter participado ou ter tomado conhecimento do processo.

Ademais, aponto que já estamos tomando todas as medidas cabíveis e necessárias para a defesa dos meus direitos, assim como de meu escritório e de minha empresa, de modo a que minha imagem, principalmente, não venha a sofrer maiores prejuízos em face da medida imprópria, ilegal e abusiva.

Reforço, por fim, meu máximo respeito ao que a OAB representa, meus pares e colegas.

É direito e dever da Ordem zelar pela advocacia e pelo exercício da profissão, mas é inaceitável que a instituição que preza pela democracia e pelas garantias constitucionais com tanta veemência, seja capaz de atuar de modo tão autoritário e fora dos limites da lei”.

Porto Alegre, 2 de julho de 2020.

Marcus Azambuja de Freitas

marcus@accorda.com.br

Leia nesta mesma edição do Espaço Vital

Suspensão cautelar de advogado gaúcho por captação e publicidade irregulares


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser esclarecer, comentar, detalhar, solicitar correção e/ou acréscimo, etc. sobre alguma publicação feita pelo Espaço Vital, envie sua manifestação.

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