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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 07 de agosto de 2020.
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Robôs humanos?



Imagem: Freepik - Arte: Gerson Kauer

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Ao perceber a tecnologia, compreendemos que muitas vezes ela é falha, tem erros considerados bobos, e mesmo quando avaliamos a inteligência artificial, percebemos que há inteligência, mesmo, é no ser humano que a desenvolve.

Entretanto, a tecnologia por automatizar tudo que pode e transformar nosso trabalho em mais rotina e padrões, muitas vezes nos vicia e acaba por tirar o nosso pensar, o nosso senso crítico, transformando-nos em verdadeiros robôs humanos.

Como assim?

Recentemente no município e na comarca de Palhoça (SC) tivemos um caso típico desta realidade: a prefeitura local entrou em Juízo executando uma pretensa dívida fiscal da própria prefeitura... Ou seja, uma autofagia jurídica e processual.

E como se não bastasse, após o juízo dar despachos e sentenças demonstrando o erro, o município simplesmente agiu como se fosse uma execução comum e deu uma sequência padrão, como se fosse um passo depois do outro.

Vejam que a grande celeuma deste caso é simples! Se - ao invés de agir como robôs e mandar petições ao Judiciário de forma automática - alguém tivesse parado para pensar no que está escrevendo, isto não teria acontecido.

E tal “palhoçada processual” - como definiu o advogado gaúcho Rafael Berthold - nos remete a uma importante reflexão: o quanto as automações tecnológicas podem levar a situações como esta?

Podemos automatizar petições? Claro!

Podemos automatizar prazos? Claro!

Podemos automatizar protocolos no Judiciário? Claro!

Entretanto, ANTES de automatizar, precisamos PENSAR!

Robôs humanos são mais falhos que seres humanos. Errar faz parte, mas sequer pensar no que se está fazendo é teratológico.

#PraPensar #Literalmente!

· Conheça ou relembre o ´kafkiano´ caso de Palhoça (SC).

· Conheça ou relembre a “palhoçada processual”.

 

Um fraterno abraço! Coloco o meu endereço de e-mail à disposição dos leitores. Comentários, sugestões, etc. serão bem-vindos:

gustavo@gustavorocha.com

 


A PALAVRA DO LEITOR

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