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Porto Alegre (RS), terça-feira, 11 de agosto de 2020. Dia do Advogado.
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As bandeiras e suas cores da Covid-19: meras reflexões



Imagens: Freepik - Montagem: Gerson Kauer

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PONTO UM:

Incerteza é a palavra da moda. Se ainda não descobriram, vão descobrir. Já perceberam que de tempos em tempos uma palavra adquire um status de importância e passa a ser repetida, de boca em boca, virando moda linguística? Às vezes, apenas reproduzindo um sentido de menor relevância social ou política, como a palavra produzida¸ muito utilizada há mais ou menos duas décadas atrás para traduzir uma pessoa, em geral mulher, bem arrumada, descolada, elegante.

Politicamente correto, sustentabilidade, processo democrático, fakenews ou desinformação e tantas outras têm sido expressões repetidas vezes aviadas, inclusive em discursos oficiais e em textos acadêmicos.

Em tempos de coronavírus, incerteza é o que nos denomina, o que nos enquadra, é a nossa realidade. Quando vamos superar a pandemia? Quem já foi contaminado, com ou sem sintomas, está inoculado? E se está, por quanto tempo? Quais os medicamentos que podem, ou não, ser utilizados para combater os sintomas dos infectados, salvando suas vidas nos casos mais graves?

E a vacina? Virá? Quando? Quais atividades econômicas, culturais, esportivas podem retornar e em que medida? São perguntas sem respostas ou pelo menos sem respostas certas, mas só respostas incertas.

PONTO DOIS:

Os governantes passaram a adotar cores para definir bandeiras atribuídas a determinadas regiões, classificando-as de acordo com os graus de risco, tanto no que diz com o contágio (número de infectados) como da resposta da saúde pública e seus aparatos, entre outros dados considerados relevantes.

Cores que vão do amarelo (desconhece-se algum local que pudesse receber bandeira branca, fazendo jus à canção carnavalesca composição e letra de Max Nunes e Laércio Alves, eternizada no canto de Dalva de Oliveira, a Rainha da Voz...saudade desses tempos!) ... ao vermelho.

A bandeira preta ainda não foi desfraldada, pelo menos no Rio Grande do Sul, mas também é incerto se será ou não, ficando a esperança de que nunca o seja.

Gritos e choros para cá e para lá, propugnando os comandantes locais, em especial os prefeitos, novos enquadramentos até para manter em atuação atividades econômicas, evitando outra incerteza que mais parece certeza: o caos econômico, o empobrecimento da região, etc.

Não foi diferente com o Judiciário, que já vem vivendo algumas incertezas com as suspensões totais e parciais dos processos, submetidas a sucessivas regulamentações pelo CNJ, agora sujeita, na cidade de Porto Alegre, a uma nova regulamentação: a Portaria nº 11/2020, da Direção do Foro de Porto Alegre, datada de 21/06/20, que restabelece o Sistema Diferenciado de Atendimento de Urgência, bem como a manutenção da suspensão dos prazos nos processo físicos, a contar de 22 de junho, sem previsão para eventual modificação, pelo menos por ora.

Incertezas, pois, quanto à retomada normalizada das atividades judiciárias e, via de consequência, do labor

advocatício.

É ou não o vocábulo incerteza a palavra da moda?


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