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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 10 de julho de 2020.

Presidente da OAB-MT é preso por injúria real e vias de fato contra a esposa



O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), Leonardo Campos, de 41 anos, foi preso na noite de quarta-feira (27) suspeito de agredir a mulher dele, Luciana Póvoas Lemos, também advogada, 42 de idade, em Cuiabá. Leonardo negou as agressões e foi liberado na manhã de ontem (28). As informações são do G-1 Mato Grosso. (Leia adiante, nesta mesma página, a versão de Leonardo.)

De acordo com a Polícia Militar, houve um chamado feito pela mulher de Leonardo, por volta de 22h no condomínio onde reside o casal, localizado no bairro Goiabeiras. Luciana contou que Leonardo chegou em casa e eles tiveram uma discussão. Ela afirmou que foi empurrada e xingada pelo marido. Também revelou que não foi a primeira vez que isso aconteceu.

No boletim de ocorrência, a mulher detalhou à PM que o marido aparentava ter ingerido bebida alcoólica.

O presidente da OAB-MT foi conduzido pela guarnição da viatura à Central de Flagrantes do bairro Verdão, em Cuiabá. O advogado Rodrigo Marinho, da AssociaçãoBrasileira de Advogados Criminalistas (Abracrim), foi chamado para acompanhar o caso. De acordo com a Polícia Civil, a ocorrência foi registrada como “injúria real com vias de fato”.

Ouvido pela delegada plantonista, Leonardo foi indiciado pelos crimes previstos no artigo 140 do Código Penal (injúria pela Lei Maria da Penha), e art. 140 - § 2º. O caso será encaminhado nesta sexta-feira (29) para a Delegacia da Mulher de Cuiabá, para a realização de inquérito.

Contraponto

Em nota enviada ontem (28) à imprensa, o presidente da OAB-MT negou as agressões.

“Em primeiro lugar, quero reafirmar meu profundo respeito e zelo pelas políticas afirmativas dos direitos das mulheres. E tenho atuado firmemente em todas as ações da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da OAB-MT” - afirma a nota.

Adiante conta: “Houve um desentendimento e uma discussão que envolveu, inclusive, o meu filho. Mas eu disse que aquela situação, de discussão acalorada, era inaceitável e fui para o quarto. Neste momento, ela me empurrou e eu tentei fechar a porta para não prolongar a discussão”.

Na nota, o presidente refere que, na delegacia, a esposa “Luciana prestou o depoimento assistida pela presidente do Conselho Estadual de Defesa da Mulher e também afirmou – está registrado em Boletim de Ocorrência – que não houve agressão. Tanto que não houve sequer necessidade do exame de corpo de delito”.

O arremate: “Quando fui ouvido, eu mesmo solicitei que fossem fixadas as medidas protetivas para que os fatos sejam apurados de forma imparcial e com a devida segurança. Diante dos fatos, foi-me concedida de forma imediata a ordem de soltura”.


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