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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 31 de julho de 2020.
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Algumas das grandes mancadas durante recentes vídeo-conferências



Imagem: PCH.Vector/ Freepik

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• Saliência inoportuna

Os deputados da Frente Parlamentar de Ambientalista participavam, na quarta (20), em Brasília, de uma reunião virtual com promotores e especialistas do setor. O assunto: "O desmonte da fiscalização ambiental no Brasil".

De repente o tema central na reunião virtual, mediada pelo deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), ficou em segundo plano. É que hackers invadiram o aplicativo por meio do qual ocorria o debate e exibiram na tela principal uma imagem de sexo extra pauta: uma mulher praticava sexo oral.

A surpresa causou impactos, alguns sorrisos, um apelo verbal (“Chama a manutenção técnica, urgente”), e uma determinação (“Corta, corta!”), afinal atendida. Brecada a exibição da saliência explícita, cerca de 15 minutos depois a reunião foi retomada. E, claro, ninguém se referiu ao que estivera fora da ordem do dia.

•  Ataque patronal

Aliás, essas vídeo conferências e home-offices em tempo real têm pregado algumas peças. Há três semanas, numa “live” no Paraná, um advogado teve um ataque de fúria contra um empregado de seu escritório, quando o sistema apresentou pane pela terceira vez, em meio a uma reunião com clientes.

Na reação desmedida, o dono do escritório, aos berros, pôs o empregado a correr: “Vai embora daqui!

O caso já virou ação por rescisão indireta do contrato de trabalho, cumulada com pedido de reparação por dano moral. Está na Justiça do Trabalho em Curitiba (PR).

•  Colega nu...

O presidente Jair Bolsonaro pediu na quinta (14) da semana passada que o ministro Paulo Guedes (Economia) interrompesse a teleconferência com empresários para avisar que um dos participantes estava aparecendo pelado, tomando banho. "Dá uma parada aí, Paulo. Tem um colega do último quadrinho ali no monitor que tá nu" - disse o presidente. Ele stava em uma sala no Palácio do Planalto, ao lado de Guedes, acompanhando por vídeo os relatos de dirigentes da FIESP.

O ministro, então, admitiu: "Tem mesmo um cara tomando banho aí. Tem um peladão aí. Fazendo isolamento peladão em casa e tal, beleza". Depois, acrescentou: "O cara foi ficando com calor e foi tomar um banho frio".

Após cinco minutos de interrupção, a normalidade ou “a liturgia” - como diria Marco Aurélio Mello - foi retomada. Algumas horas depois do “happy end”, a entidade publicou um pedido de desculpas.

•  Água quente em Brasília

Na conjunção desse evento empresarial paulista, enquanto se refaziam os links e o “pelado” era orientado a se vestir, não faltou quem cantasse um slogan publicitário das Duchas Corona.

Dizia assim: “Apanho o sabonete / Pego uma canção e vou cantando sorridente / Duchas Corona, um banho de alegria num mundo de água quente”.

O lembrete é pertinente e a propaganda, aqui, é gratuita.

Clique aqui para recordar o comercial.


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