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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 25 de setembro de 2020.
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Na Justiça do RS a primeira ação vultosa por morte pelo coronavírus



Getty Images G

Imagem da Matéria

 A morte da profissional e a ação milionária

Entrou no Foro Trabalhista de Porto Alegre, na quarta-feira (22), a primeira - e vultosa - reclamatória judicial baseada em morte decorrente da atividade laboral. O espólio da auxiliar de enfermagem Mara Rúbia Silva Cáceres cobra, do Hospital Nossa Senhora da Conceição, exatos e bem detalhados R$ 2.804.000,00 decorrentes de parcelas rescisórias, reparação por dano moral e até reembolso de gastos por compra de máscaras apropriadas.

Mara - que era adorada no ambiente hospitalar - foi a primeira profissional da saúde a morrer (no dia 7 de abril) pelo trabalho no enfrentamento ao coronavírus no RS.

Apesar de ter apenas 44 de idade, era do grupo de risco, por ser obesa e trabalhar - alegadamente sem o uso de equipamentos adequados - na linha de frente, na triagem do ingresso de doentes. A ação está na 30ª Vara do Trabalho. (Proc. nº 0020437-38.2020.5.04.0030).

  Pensão complementar

A propósito, o deputado Elias Vaz (PSB/GO) apresentou um projeto à Câmara para instituir o Benefício Pecuniário Especial (BPE), uma espécie de pensão complementar, aos dependentes de profissionais de saúde que, no exercício de suas atividades, falecerem vítimas do coronavírus.

O parlamentar usa dados do Conselho Nacional de Enfermagem para justificar a sua proposta. O estudo afirma que a Covid-19 já causou a morte de 30 profissionais da categoria em todo o país até o último dia 15 e que outros 4 mil estão afastados. Destes, 500 já tiveram a doença confirmada.

A projeto de lei propõe que o benefício corresponderá à diferença entre o valor da pensão por morte, fixado pelo INSS, e a média dos 80% maiores salários de contribuição ao longo da vida. O projeto inclui, entre os beneficiários, dependentes de profissionais terceirizados ou de cooperativas.

  Quem roubou a estrela?

Roberto Siegmann, advogado, juiz do Trabalho aposentado, e ex-dirigente do Inter em anos de grandes vitórias, está aproveitando o período de recolhimento caseiro para os retoques de “A Estrela Roubada”, livro que lançará em novembro na Feira do Livro. Vai revolver histórias ainda não bem contadas.

Segundo ele, “em 2005 houve a instrumentalização do futebol brasileiro, com o objetivo de transformar um grande clube com apelo nacional em uma milionária operação de marketing”.

Um trecho do preâmbulo - já alinhavado - resume a pólvora futebolística:

“Houve um minucioso entrosamento entre Corinthians, Rede Globo, CBF e STJD - só que pessoas dali não contavam com o bom futebol do Internacional que, afinal, foi abatido por uma esdrúxula decisão de anular alguns de seus jogos. Mesmo assim, o Inter manteve-se na disputa, apenas soterrada no escândalo do suposto pênalti e expulsão do Tinga, no episódio-símbolo que revelou abertamente a máfia que se criou no futebol”.

O colunista então, perguntou a Siegmann “quem foi o ladrão?”.

O escritor respondeu reticente: “Foram vários, no plural - aguardem a lista completa em novembro”...

 Ficando em casa...

Em tempos de isolamento, o velho e bom quebra-cabeça, os jogos de tabuleiro e as cartas eletrônicas do “Paciência” voltaram a despertar interesse. Afinal, é preciso encontrar uma forma de passar o tempo.

Levantamento feito pelo Google Trends mostra que “Quebra-cabeça 1.000 peças” atingiu, na semana passada, seu ápice nas buscas dos últimos cinco anos.

E “Jogos de tabuleiro” e “Paciência” chegaram ao nível mais alto de procura dos últimos 12 meses entre o 20 de março e 19 de abril deste ano.

É a ocasião.


A PALAVRA DO LEITOR

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