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Porto Alegre (RS), terça-feira, 02 de junho de 2020.
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A extinção do polêmico Inter “B”



Pedro Revillion / Google Imagens - 20.02.2011

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O momento é de grande apreensão, principalmente quando estamos entre aqueles que representam o maior risco para a contaminação pelo COVID-19. A situação social do Brasil nos remete a consequências gravíssimas, ainda mais se considerarmos as carências materiais do sistema de saúde pública. Essa realidade atinge a economia e as nossas parcas esperanças da sua rápida recuperação.

Lembrei que lá pelos meus 13 anos de idade fui impactado pela leitura de uma crônica publicada na Revista Seleções que tratava dos efeitos caóticos de um imaginário período de 24 horas sem energia elétrica nas maiores cidades do mundo. Adquiri a convicção de que basta muito pouco para que o que conhecemos como sociedade organizada se desfaça como um castelo de areia.

Mas vamos lá: respirar fundo, aproveitar para ouvir um pouco de boa música, ler e usar a tecnologia para criar uma rede de apoio emocional é o que temos.

No último dia 17 nos deparamos com a notícia de que o Sport Club Internacional havia terminado com o polêmico “Inter B”. Imediatamente lembrei do ato que adotei quando fui responsável pela vice-presidência de futebol. À época, com muito maior alarido (pois foi em meio a uma competição), anunciei a medida em coletiva de imprensa.

A pazada de cal de agora está fundada na orientação técnica dos profissionais contratados para pensarem o futebol e a sua estruturação. Isso me tranquiliza, pois anos depois adquiro a certeza ainda maior de que agi corretamente. Tanto é que após a minha pazada de cal conquistamos o Campeonato Gaúcho, até então disputado pelo malfadado “Inter B”.

Ele contava com uma certa blindagem, pois a sua operacionalização partiu daquele tido como “o dirigente que mais conhece futebol” . Desde logo percebi que não servia para estimular a ambição dos atletas da base, mas para desencadear um mercado de contratações incompatível com a nossa realidade financeira.

Como sempre afirmei, apenas servia para gerar uma área de conforto, de ocultação de qualidades (ou falta), e o temor de subir para o principal, desencadeando eventual publicização.

No time principal, quem não der conta do recado tem que sair. No “B”, será a promissora esperança...

O vice de futebol anterior se referia ao “Inter B” com muito orgulho em suas entrevistas.

O que sempre me pareceu inadequado, inaceitável e pulverizador do comando é agora certificado pelas considerações técnicas de um assessoramento qualificado. Tranquilo, pois mais uma vez o tempo faz justiça.


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