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Porto Alegre (RS), terça-feira,
31 de março de 2020.

Preso promotor de justiça acusado de receber “mesada” de R$ 60 mil



Reprodução das redes sociais

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O promotor Flávio Bonazza de Assis, do Ministério Público do Rio de Janeiro, foi preso ontem (3) pela Polícia Federal. A prisão ocorreu em Copacabana, em seu apartamento. Bonazza é acusado de ter recebido R$ 1.350.000,00 em propinas da Fetranspor (entidade de empresários de transportes de passageiros) para evitar o andamento de investigações que pudessem atingir as empresas de ônibus.

Conforme as investigações, Bonazza arquivava inquéritos e também pedia informações a colegas e as vazava para empresários do setor de transportes. Conforme a denúncia, ele atuou em pelo menos 115 casos envolvendo as empresas de ônibus. Em troca da proteção, o promotor recebia “mesada” de R$ 60 mil reais por mês, o que ocorreu no período de junho de 2014 a março de 2016.

Na denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio, a Viação Redentor é apontada como o local onde Bonazza recebia mensalmente a propina, em espécie.

O promotor pediu aposentadoria em novembro de 2019, logo após ser denunciado pelo MPF. Com isso, ele perdeu o foro privilegiado e seu caso seguiu para a 7 ª Vara Federal. A prisão, determinada pelo juiz Marcelo Bretas, é um desdobramento das investigações da força-tarefa da Lava Jato no de Rio de Janeiro.

O juiz também determinou o arresto de bens de Bonazza, no valor de R$ 1.350.000,00.


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