Ir para o conteúdo principal

Porto Alegre (RS), terça-feira,
31 de março de 2020.
https://www.espacovital.com.br/images/smj.jpg

“A vida da mulher vale nada”



Camera Press

Imagem da Matéria

•  Luiza tem medo!

Luiza Brunet, 57 de idade, foi a capa da edição de fevereiro de “Marie Claire”, que chegou às bancas no fim-de-semana. À revista, ela contou sobre assédios sofridos na adolescência, quando foi empregada doméstica, empacotadora em um supermercado e vendedora em uma loja de roupas.

Duas de suas frases: “Por causa dos abusos, mudava muito de trabalho. Não tinha como falar abertamente em casa sobre o que acontecia”.

Narrou também as agressões que sofreu do ex-companheiro, Lírio Parisotto, (gaúcho de Nova Bassano, 66 de idade) que, apesar de ter sido condenado pelo TJ-SP, nunca foi preso.

Quatro outras frases instigantes de Luiza: “No Brasil, a vida da mulher não vale nada, e o agressor só é preso se comete feminicídio. Sinto-me ameaçada até hoje. Se acontecer alguma coisa comigo, há mensagens dele guardadas. Tenho medo!”.

• Celular na cavidade

Decisão de primeiro grau, na comarca paraense de Santa Isabel, rejeitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado do Pará contra a mulher de um detento que tentara ingressar no presídio com um celular no interior da cavidade vaginal. Durante a revista o detector de metais foi acionado; a acusada confessou a prática.

Conforme o julgado monocrático, “a criminalização da conduta de quem ingressa, promove, intermedeia, auxilia ou facilita a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar, sem autorização legal, em estabelecimento prisional sem que ocorra o efetivo uso de tais equipamentos pelo preso, revela não a pretensão de tutelar um bem jurídico, mas a adoção de uma nova modalidade de delito, quer seja o crime de perigo imaginário”.

A decisão fundamenta ainda que que “tal conduta não pode ser considerada potencialmente lesiva sem que nela interfira a crença fundamentalista do intérprete de que há uma classe de pessoas, chamadas ´bandidos´, que não têm laços familiares, de amizade e tampouco afetividade, portanto deles somente o que se espera é que cometam delitos”. (Proc. nº 0003023-49.8.14.0049).

•  Gerente atrevido

O TRT de Santa Catarina manteve a condenação da rede de varejo Lojas Salfer em um caso de assédio sexual envolvendo uma vendedora de São José (SC), município da região metropolitana de Florianópolis. A trabalhadora denunciou um gerente que insistia em dar abraços, beijos e até mesmo beliscões nas subordinadas de sua equipe.

Segundo a empregada, o supervisor costumava fazer comentários de natureza sexual e usava sua função para tocar nas empregadas. “Havia abraços, apertões e beijos desnecessários", confirmou uma das testemunhas. Outra pessoa disse ter visto o gerente beijar as vendedoras na bochecha e beliscá-las. Quando elas reclamavam, o supervisor dizia estar “apenas brincando”.

Uma das “brincadeiras” do gerente consistia em pedir à trabalhadora para subir em uma escada e pendurar um cartaz na parte superior da loja. Enquanto ela realizava a tarefa, o gerente fazia comentários sobre seu corpo e chamava outros empregados para “observá-la”. (Proc. nº 0001706-05.2016.5.12.0032).

• A volta de Geddel

O notório Geddel Vieira Lima já cumpriu requisitos necessários para progressão ao semiaberto – reconhece a PGR, ao manifestar-se ontem (3) ao pedido do ex-ministro, e amigo de Michel Temer, de obter progressão de regime no cumprimento da pena a que foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ele passa, breve, para o regine semiaberto – tudo com base na lei favorecedora.

Geddel foi preso preventivamente em julho de 2017, após a Polícia Federal apreender R$ 51 milhões em dinheiro em um apartamento em Salvador.

Denunciado em dezembro do mesmo ano, ele foi condenado em outubro do ano passado a 14 anos e 10 meses de reclusão. Como já passou mais de 29 meses encarcerado, reúne as condições exigidas por lei para a progressão de regime. Para a PGR, a situação se enquadra no que preveem as Súmulas nºs 716 e 717 do STF: a possibilidade de se computar o período da custódia provisória para fins de progressão. (Ação penal nº 1.030).


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser esclarecer, comentar, detalhar, solicitar correção e/ou acréscimo, etc. sobre alguma publicação feita pelo Espaço Vital, envie sua manifestação.

Mais artigos do autor

Montagem EV

TempLo é dinheiro - com “L” mesmo, para atrair grana à igreja

 

TempLo é dinheiro - com “L” mesmo, para atrair grana à igreja

* Missionário R. R. Soares conclama, na tevê, que as pessoas que estão “reclusas” não esqueçam do dízimo.

* Quem sabe o que é o “SOS da Fé” ?

* Falha de comunicação da Ajuris ao anunciar que juízes de cinco comarcas doaram R$ 786 mil para hospitais do interior.

* Novo “enfarte jurídico” suspende assembleia geral da Fundação Universitária de Cardiologia.

Um repouso durante o home-office: ouvir Ivan Lins

 

Um repouso durante o home-office: ouvir Ivan Lins

 O grande artista, aos 74 de idade, fechado em sua casa em Lisboa, canta - numa ´live´ no Instagram - “A Cartomante” - e propõe: “Pense nos seus filhos”!

 Vitorio Piffero, ex-presidente do Inter, está sendo citado por edital. Lugar incerto e não sabido?

 Teorias e palpites sobre o que teria blindado Jair Bolsonaro da contaminação pelo Coronavírus.

 Davi Alcolumbre e Dias Toffoli reclusos em suas casas.

Visual Hunt - Imagem meramente ilustrativa

Decisão do TJRS diverge da Súmula nº 593 do STJ

 

Decisão do TJRS diverge da Súmula nº 593 do STJ

 Julgado gaúcho absolve homem de 23 anos que manteve relações sexuais (consentidas) com adolescente de 13.

 Ex-mensaleiro do PT presta socorro jurídico para a desembargadora Maria do Socorro, que está presa.

 Duas ações no STF contra Paulo Guedes por ter chamado servidores públicos de “parasitas”.

 Homem a cavalo usa camisa amarela com dizeres chamativos: “Políticos corruptos matam mais do que vírus”.