Ir para o conteúdo principal

Porto Alegre (RS), sábado,
28 de março de 2020.
https://www.espacovital.com.br/images/on_off_2.jpg

Pagamento de direitos autorais para o homem ou para a máquina?



Camera Press

Imagem da Matéria

Há um crescente movimento acontecendo na música atualmente: muitas já estão sendo produzidas por máquinas através da inteligência artificial.

Isto mesmo! Ao invés de um compositor, temos algoritmos gerando notas e criando melodias, ritmos e muito mais, com diversos gêneros: rock, pop, heavy metal, etc.

Trata-se de algo que não é novo, já que em 2017 a cantora Taryn Southern anunciou o primeiro disco feito pela inteligência artificial com o sugestivo nome de “I am AI”  (“Eu sou inteligência artificial” em tradução livre).

Se pensarmos que a tecnologia tem crescido vertiginosamente em todas as áreas, podemos começar a tentar entender as soluções e problemas dela advindos. Por exemplo, se faço uma criação de uma melodia ou música com auxílio da inteligência artificial, ainda temos algo que passou pela mente humana - portanto, simples dizer que o direito autoral pertence ao homem.

Entretanto, quando nos deparamos com as quatro ondas da inteligência artificial (tese criada pelo Prof. PhD Kai-Fu Lee no livro “AI Superpowers: China, Silicon Valley, and the New World Order”), a ideia pode mudar de figura. São as quatro ondas, sobre as quais resumo adiante.

Primeira onda: é a aplicação da IA na internet e já está disponível para todos. A plataforma de compartilhamento de vídeos YouTube recomenda o próximo vídeo para assistirmos com base em um algoritmo de inteligência artificial.

Segunda onda: é a inteligência empresarial. Já temos bons exemplos de uso em bancos, chatbots e alguns serviços na advocacia.

Terceira onda: é a inteligência perceptiva, que inclui programas de reconhecimento de voz e facial.

Quarta onda: é a IA autônoma. Ainda não chegamos lá!

Em bom português, por não termos uma inteligência artificial totalmente autônoma, a criação, mesmo que por tabela, por assim dizer, passou pela mente humana.

E quando a inteligência artificial criar tudo a partir dela mesma? Teríamos então a figura da IA como um ser com direitos e deveres? Qual a personalidade jurídica de uma IA?

Temos muito para pensar e muito para aprender nesta caminhada da inteligência artificial, que é cheia de incertezas.

Certezas? Ao meu ver, apenas que a inteligência artificial chegou para ficar e devemos nos acostumar, usar e colher benefícios que ela pode nos fornecer, sem barrar por completo a sua existência.

Entretanto, fica o alerta. Monitorar é essencial para que não percamos o controle e não aconteça o que a ficção já nos mostrou que não é bom: quebrar a primeira lei da robótica de Azimov, porque as máquinas podem se voltar contra os humanos.

Quem viver verá!

>>>>>>>>>>

Coloco o meu endereço de e-mail à disposição dos leitores. Comentários, sugestões, etc. serão bem-vindos: gustavo@gustavorocha.com


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser esclarecer, comentar, detalhar, solicitar correção e/ou acréscimo, etc. sobre alguma publicação feita pelo Espaço Vital, envie sua manifestação.

Mais artigos do autor

Visual Hunt

Home office mode ON!

 

Home office mode ON!

Seis dicas para que a atividade profissional seja produtiva em seu lar. A primeira: não inicie o trabalho se ainda estiver vestindo pijamas.

Camera Press

Direito ao esquecimento

 

Direito ao esquecimento

“O WhatsApp lançou recentemente fora do Brasil (breve deve chegar por aqui) uma atualização que dará ao usuário a possibilidade de escolher se a mensagem recebida ou enviada permanece no aparelho, backups, etc. por 1 dia, 1 mês ou 1 ano, ou indefinidamente”.