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Edição de sexta-feira , 14 de fevereiro de 2020.
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Futebol e política



Revista News/Google Imagens

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PONTO UM

Hoje vamos falar sobre futebol, até porque ninguém é de ferro. No caso, futebol feminino. Neste último domingo, em final única, houve um Gre-Nal do futebol feminino. Internacional sagrando-se campeão – ou melhor – as meninas do Internacional alcançando o pódio e o título, e com toda a justiça de campo. Foram melhores ao longo do campeonato, encerrando a fase classificatória com nove vitórias e um empate, em 10 jogos.

O resultado da final, 4 x 2 sobre a equipe do Grêmio, chancelou um belo trabalho desenvolvido ao longo do ano. Por certo que também a performance do Grêmio merece elogios, pois na fase classificatória alcançou oito vitórias, um empate, mas teve que suportar uma derrota (exatamente contra o Inter), de modo que absolutamente de acordo com a história do torneio, as duas equipes fazem jus ao primeiro e ao segundo lugar neste campeonato que começa a tomar fôlego na história do futebol gaúcho.

Mas não sem muito esforço e dificuldades. Por exemplo, no início do segundo semestre, às vésperas de começar a competição, o presidente da FGF se viu na contingência de prorrogar, através de nota pública, o prazo para as inscrições das atletas que iriam participar do evento, frente às dificuldades que algumas entidades enfrentavam para ajustar as equipes e suas respectivas atletas.

PONTO DOIS

Assim como é difícil instituir, manter e fazer progredir campeonatos femininos de futebol, também na política é difícil a busca de um maior equilíbrio. Sequer se fala em paridade, o que seria mais adequado à realidade dos fatos, na questão de gênero na política, em especial nas eleições proporcionais, que - bem ou mal - conta com legislação específica exigindo percentuais mínimos e máximos de cada gênero em cada nominata apresentada.

Onde o ponto em comum entre o futebol feminino e as candidaturas de mulheres nas eleições proporcionais?

Não há mulheres habilitadas a uma ou outra atividade? Claro que não, se a população total do Brasil conta com 52% de mulheres. Ou seja, a base onde buscar atletas e candidatas existe. A questão então é outra. Oportunidades, estímulo, investimento, abertura de portas, processo de inclusão, capacitação, visibilidade.

Enfim, vontade política de compartilhar espaços que, em passado recente, ainda não superado, eram exclusivos dos homens, mas que nada justifica assim permaneça.

Tanto no futebol como na política a mulher tem um papel importante e relevante a ocupar - que o digam os gols de Fabi (duas vezes), Pri Back, Juliana, Jheniffer e Nana.


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