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Porto Alegre, sexta-feira, 23 de julho de 2021.
(Próxima edição: terça-feira, 27).

Juiz preso na Bahia levava vida de rico



Blog Rota do Sertão

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O juiz Sérgio Humberto Sampaio, preso no sábado pela Polícia Federal sob suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção no Tribunal de Justiça da Bahia, tinha em sua residência três relógios da marca Rolex, joias da marca Cartier e automóveis de luxo. As informações foram apresentadas pela Procuradoria-Geral da República ao pedir a prisão temporária do juiz, como um desdobramento da Operação Faroeste. A prisão foi determinada pelo ministro Og Fernandes, relator do caso no STJ.

Os itens de luxo foram encontrados pela PF na residência de Sérgio Humberto na última terça-feira (19) quando foi deflagrada a Operação Faroeste. Ele não estava em casa no momento. Sua esposa – que é recepcionista da presidência do TJ-BA - informou à PF que Sérgio estava de férias em viagem a Barreiras, no oeste baiano, região onde estão ocorrendo as decisões judiciais suspeitas de corrupção. Pelo risco de interferir nas provas, a PGR solicitou então a sua prisão temporária.

A PGR documentou que Sérgio Humberto leva um padrão de vida superior ao possibilitado por seu salário de juiz: "Agregue-se o fato de terem sido encontrados na residência do investigado Sérgio Humberto Sampaio, além de três relógios Rolex e joias Cartier, os seguintes automóveis de luxo: 1 BMW X6; 1 Porsche Cayenne; 1 Honda HRV; e 1 moto Harley Davidson, que transbordam o patamar normal financeiro de um servidor público", escreveu a subprocuradora Lindora Maria Araújo.

Prossegue a PGR: “Restou apurado que o investigado Sérgio Humberto Sampaio arca com aluguel mensal de R$ 10 mil, fora quota condominial, para residir em luxuosa residência, além de ter um motorista particular e duas empregadas domésticas, numa lógica financeira que pode, supostamente, estar sendo financiada com dinheiro originário do esquema sob apuração".

Na semana passada, além de autorizar buscas e apreensões contra desembargadores e juízes do TJ-BA, o ministro Og Fernandes também determinou o afastamento de quatro desembargadores das suas funções, incluindo o então presidente do tribunal Gesivaldo Nascimento Britto.


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