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MP pede a absolvição dos 15 denunciados pela queda da Ciclovia Tim Maia, no Rio



Custódio Coimbra

Imagem da Matéria

 Absolvição para todos os acusados

A promotora Márcia Guimarães pediu, em razões finais na 32ª Vara Criminal do Rio, a absolvição de todos os 15 denunciados pela queda da ciclovia Tim Maia, em São Conrado, na Zona Sul do Rio. Em seu parecer, ela considerou que a imprevisibilidade da onda que derrubou a estrutura isenta de culpa os envolvidos. A primeira queda, em abril de 2016, matou duas pessoas.

Segundo a promotora, as testemunhas do processo esclareceram que “o estudo de forças ascendentes das ondas não é algo comum a ser considerado em projetos similares ao da ciclovia”. E mesmo se fosse realizado o estudo – escreve também a promotora – “as testemunhas atestaram que os parâmetros comumente usados para a medição não iriam prever a combinação de eventos que levou à formação da gigantesca onda responsável por derrubar o tabuleiro da ciclovia".

Eis o arremate no parecer que pede a absolvição: “O Ministério Público não pode se transformar em um mero heroico e messiânico combatente de crimes, devendo haver a necessária impessoalidade para que esta signatária não venha a se transformar em uma promotora de injustiça, o que seria execrável e leviano”.

É... deve ter sido fatalidade, então. Mas há controvérsias.

“Ladrão” e “corrupto”

A 12ª Câmara Cível do TJ do Rio julga na próxima terça-feira (19) a apelação do ex-presidente da CBF, José Maria Marin. Ele pede a reforma da sentença de improcedência da ação ajuizada contra o senador e ex-futebolista Romário.

Em 2014, o irreverente Baixinho chamou Marin de “ladrão” e “corrupto”. A sentença que negou a reparação moral acolheu a alegação de que – como os adjetivos qualificativos foram proferidos por Romário na tribuna do Senado - ele tem imunidade parlamentar.

Para recordar: em 27 de maio de 2015, Marin foi banido de qualquer atividade relacionada ao futebol, pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) e afastado do quadro diretivo da CBF. Em 22 de dezembro de 2017, Marin foi condenado a quatro anos de prisão, por seis crimes pelo Tribunal Federal do Brooklyn, em Nova York. Ele está preso desde então.

Não há controvérsias, não há liberdade após o cumprimento de um sexto, nem espera pelo trânsito em julgado...

• Negros são maioria

Pela primeira vez, em 2018, alunos negros se tornaram maioria nas universidades públicas do país, mostra pesquisa do IBGE. Revelada ontem (13). A nova configuração foi atribuída pelo instituto ao sistema de cotas, usado desde 2012, e a programas de acesso ao ensino superior, como o Fies e o Prouni.

Especialistas acrescentam outras medidas, como o crescimento de pré-vestibulares comunitários e a isenção de taxa de inscrição para pobres.

A propósito, negros são a principal vítima de homicídios no Brasil, também indica o IBGE. Em 2017, a taxa de violência letal entre jovens pretos ou pardos foi de 98,5%; entre jovens brancos, foi de 34%.


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