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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 31 de julho de 2020.
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Torçamos por vagas – é o que nos resta em 2019



Arte de Camila Adamoli

Imagem da Matéria

Os clubes do Rio Grande do Sul foram os primeiros a atribuírem importância à Libertadores da América. Muito depois é que no restante do país a conquista da Libertadores passou a ser perseguida, especialmente por conduzir ao Mundial Interclubes.

O “mister” Jesus, vem mostrando ao futebol brasileiro que é época de derrubar dogmas, quase sempre criados em favor dos boleiros ou da reserva de mercado de trabalho dos treinadores brasileiros e da intensidade de ruidosos negócios.

Eu testemunhei a enorme resistência desencadeada com a contratação do Jorge Fossati pelo Internacional.

Um exemplo claro da derrubada dos dogmas, é o rompimento com o costume reinante da escolha por uma competição em detrimento de outras, poupando os jogadores titulares. Já escrevi aqui que o risco de poupar, escolhendo competição, pode levar à realidade gaúcha: os dois grandes foram eliminados da disputa que leva aos grandes títulos.

Internacional e Grêmio adotaram esse método e hoje pagam o preço. A temporada está chegando ao fim e nada mais resta, a não ser lutar por uma vaga entre aqueles que disputarão a Libertadores de 2020.

O Jorge Jesus promoveu uma virada no Flamengo. Aquilo que era improvável - dominar o vestiário no ambiente do futebol carioca - se revelou plenamente possível. Hoje, o mister Jesus é cogitado como solução para treinar até mesmo a seleção brasileira.

Quanto a não poupar jogadores, é óbvio que isso implica em contar com um plantel amplo e qualificado. Embora pareça difícil, aparentemente remetendo às condições financeiras, não é bem assim. Se listarmos as contratações realizadas pelos clubes da paróquia, avaliando quantidade, qualidade e custo, verificaremos que é meramente uma questão de escolha.

Não é por insistência verbal em entrevistas, ou por decreto que uma equipe será reconhecida como a melhor do futebol brasileiro. Essa condição decorre dos resultados obtidos. O primeiro dos indicativos é o número de vitórias e o segundo diz com as derrotas. Elas são inevitáveis, mas não precisam ser vexatórias.

Um treinador é competente quando faz aqueles que não estão jogando bem, jogarem. Com isso também abandonando o cacoete de optarem por soluções mágicas, milagrosas, escalando reconhecidas ruindades para os jogos decisivos. Como ensina a realidade: de onde menos se espera é que não sai nada mesmo.

Parabéns ao Flamengo, esperando que vença o River, pois isso poderá ser determinante para que o nosso Internacional venha a ter um técnico promissor o quanto antes.

Torçamos por vagas, pois é o que resta na temporada.


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