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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 31 de julho de 2020.
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Crônica de uma derrota anunciada! Adiantou poupar?



Reprodução do Globo Esporte / Charge de Mario Alberto

Imagem da Matéria

Ninguém se alimenta só de esperança. Precisa, para ganhar jogos e campeonatos, de jogadores. Onde o Grêmio errou? Na Copa do Brasil, errou por subestimar o Atlético. Entraram com salto alto.

Na Libertadores errou por superestimar o adversário. ´Simpofou´. E quem ´simpofa´, perde (SINPOF – termo que designa coisa bem gaúcha: jogar por uma bola; sindicato do pontinho fora). E, às vezes, perde feio. Cai de 4. Quer dizer, de 5.

Com o orçamento que o Grêmio tem, é imperdoável que não tenha se preocupado com substitutos para posições e atletas. Depender de improvisações? Bom, deu para ver no que deu. E no que vem dando.

Somos agradecidos a Renato. Recolocou-nos na fotografia de faixas. Indiscutível. Tanto é que virou estátua. Mas não é disso que se trata.

Aqui não faço terra arrasada. Questão de honra, agora, é classificar para a Libertadores de 2020. Digamos que a classificação para a LA do ano que vem paga (só) os juros do cartão de crédito que gastamos com as perdas da Copa do Brasil e a própria LA em 2019.

Sobre o desastre, primeira pergunta: adiantou poupar? O Flamengo deu uma lição de trabalho. Jorge Jesus inventou o antídoto para a preguiça tropical. Jogador...joga. E pronto. Escrevi sobre isso, anteontem, aqui mesmo no Jus Azul.

Por aqui, essa coisa de cansaço sempre encheu a minha paciência e de milhões de torcedores. De uma vez por todas: vamos parar com isso. Todo mundo trabalha duro e a maioria ganha pouco. Jogador ganha muito e não gosta de jogar?

Claro que a opção por poupar tem sustentação...no ´chapabranquismo´, a doença infantil do futebolismo. Pior: perdemos Jean Pierre em um rachão.

Penso que se não devemos fazer terra arrasada, também temos de moderar o ´chapabranquismo´ - que é dizer amém. E isso é ruim. Os imperadores romanos tinham um escravo que alertavam a todo momento o chefe: “Lembra-te que és mortal”. Fui claro?

Erros? André, Galhardo, Luciano (quem?), Leo Moura e quejandos. Quejandos também? Sim, vários “quejandos”. A insistência com André foi –e é patética. André é centroavante ofensivo. Ofende ao torcedor. E com tantos goleiros por aí, compramos dois e temos... meio.

Não se ganha títulos com bruxismo. Bressan nos custou caro. André? Custou 10 vezes mais. Danos cessantes e danos emergentes.

Calma, sou amigo. Inimigos o Grêmio já tem demais. Basta ver a baba que escorre no canto da boca dos ´ivistas´. A IVI faz mais estrago que o VAR. Sou torcedor. Torcedor até torce os fatos. Mas, cá para nós, os fatos são tão evidentes, pois não?

Ah: amigo é quem diz a verdade. O Grêmio deve aprender com esses erros. Falsos elogios só fazem tapar o sol com uma peneira. E justificar o injustificável não ajudará em nada.

Sem terra arrasada; mas também sem a tese de que “ontem foi apenas uma contingência”. Não. Não foi. O 5x0 foi o produto de uma sucessão de erros. Como falei anteontem: razão tinha o conselheiro Acácio – as consequências vêm sempre depois. Tão óbvio. Bom, o conselheiro era um personagem. Profeta do óbvio.

Post scriptum: Se Jorge Jesus fracassar mais adiante, já deixou uma semente: não adianta poupar. E que é melhor treinar mais e mais. Jogador...joga. E rachão não faz bem.


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