Ir para o conteúdo principal

Edição de terça-feira ,12 de novembro de 2019.
https://www.espacovital.com.br/images/mab_123_17.jpg

A primeira vez de Matheus Henrique



Montagem de Gerson Kauer (Divulgação)

Imagem da Matéria

 A primeira vez a gente nunca esquece

É tradição secular japonesa, sempre antes das refeições, limpar as mãos com as toalhinhas brancas, umedecidas, que emanam vapor, chamadas de ´oshibori´. Elas fizeram fama e sucesso, mundo afora, a partir do momento em que as empresas aéreas passaram a oferecê-las, também, a passageiros que viajam em primeira classe, ou executiva. Simplesmente chamadas de “toalhinhas quentes”, elas estavam na programação rotineira da aeronave fretada que levou a seleção brasileira a Singapura, para o jogo de ontem com o Senegal.

Pois Matheus Henrique, fenômeno gremista de 21 de idade, jamais viajara em voo internacional fretado que disponibilizasse essa mordomia. Confortavelmente espichado numa poltrona, ele dormia ao lado de Everton Cebolinha, quando foi despertado pelo aviso: “Senhores dirigentes, senhor treinador, craques e demais membros da delegação da seleção brasileira, bom dia. Dentro de 90 minutos chegaremos a Singapura. Agora, em seguida, iniciaremos o serviço de café da manhã”.

O ambiente ficou à meia-luz e Matheus viu uma “mulher se aproximando” (palavras textuais dele). Era a aeromoça, de bandeja numa das mãos; na outra, um pegador. Então ela içou uma ´´oshibori´, e perguntou: “Aceita?”.

Matheus Henrique acedeu e levou o “quitute” direto à boca. Após a tentativa de mordida, de imediato expressou a estranheza:

- “Essa tapioca é dura e pegajosa, não consigo mastigar”.

Virou-se para o lado, para ver a reação de Everton lidando com o ´petisco úmido´ e – surpresa – encontrou o amigo e colega de clube tranquilamente passando a ´oshibori´ sobre o rosto.

Sem demora, essa “primeira vez” de Matheuzinho espalhou-se no ambiente da seleção. Já no hotel, horas depois, durante o almoço Matheus Henrique foi convidado a sintetizar a sua experiência de viagem como convocado pela CBF.

Saiu-se bem e integrado. Narrou tim-tim por tim-tim a frustrada experiência gastronômica e, após risadas de todos os presentes, fez uma comparação jocosa como arremate: “Essas tapiocas japonesas são horríveis”.

Foi aplaudido, além de merecer gostosas gargalhadas. Mas não perdeu a oportunidade para fazer humor:

- “Eu prefiro as tapiocas brasileiras”.

----------

VEJA O VÍDEO – “A primeira tapioca japonesa você nunca esquece”...

 O início da carreira

Nascido em Paradas de Taipas, na zona norte de São Paulo, o jogador começou no futebol com sete anos de idade. De uma família humilde, ele precisou dar um tempo no sonho de jogar futebol. Por ser longe de casa, seu pai não conseguia levá-lo para a escolinha de futebol. Jogando nos campos de uma favela e na várzea, o garoto aprimorou o talento. Logo depois, as primeiras oportunidades apareceram.

Destaque em um jogo da escolinha, um olheiro o levou para o Nacional-SP, primeiro clube do jogador, onde iniciou na categoria sub-15. Meia-atacante de origem e goleador do time no estadual da categoria, foi logo promovido para o sub-20. Mesmo cinco anos abaixo do limite de idade, disputou a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2013. Inicialmente na reserva, entrou em alguns jogos e chamou a atenção de outros clubes.

A primeira oportunidade foi no Fluminense, no qual esteve em observação, mas não assinou com o o clube carioca. Depois rumou para o Grêmio, onde ficou durante todo o ano de 2013 antes de ser dispensado. No clube gaúcho foi aproveitado na lateral-direita.

  No São Caetano

No começo de 2014, Matheus Henrique chegou ao São Caetano (SP) primeiramente para a equipe sub-17. Com o final da competição foi integrado ao sub-20, onde era da terceira equipe. Depois de se destacar na Copa São Paulo, foi promovido aos profissionais. Na estreia no time de cima, pela Série A-2 do Paulista de 2015, mostrou seu cartão de visitas. Entrou no jogo contra o Guaratinguetá no final do segundo tempo, e com menos de 10 minutos de profissional, fez um gol.

Na Série D do Brasileiro não teve tantas chances e desceu para o sub-20 para jogar a Copa São Paulo antes de voltar de vez ao profissional. Chamou novamente a atenção do Grêmio e teve uma segunda oportunidade em Porto Alegre.

  O retorno a Porto Alegre

No início de 2017, então conhecido como Matheusinho, ele chegou ao Grêmio, por empréstimo, com opção de compra. No mesmo ano fez sua estreia na derrota por 4 a 3 para o Atlético Mineiro no Estádio Independência pela última rodada do Campeonato Brasileiro.

No início da temporada 2018, Matheus Henrique teve seus momentos de artilheiro, marcando gols nas duas primeiras partidas do Campeonato Gaúcho e chamou atenção a semelhança no estilo de jogo com o apresentado por Arthur

Em setembro do mesmo ano o Grêmio oficializou a contratação em definitivo de 70% dos direitos econômicos do volante, que tem contrato assinado até final de 2022.[8]. Alguns meses depois, em março de 2019, o clube adquiriu mais 20% dos direitos econômicos do atleta, totalizando 90%. (Fonte> Gremiopédia).


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

Comentários

Banner publicitário

Mais artigos do autor

Arte EV sobre foto Visual Hunt

As duas espécies de prescrição penal e a esperança dos condenados na Lava-Jato

 

As duas espécies de prescrição penal e a esperança dos condenados na Lava-Jato

• Há um prazo para condenar e outro para fazer o réu cumprir a pena. A proposta de Dias Toffoli sugere suspender apenas a primeira delas, que é a prescrição da pretensão condenatória.

 O que acontece (ou não) quando um juiz vai a um motel durante o horário de expediente forense?...

 Lembra das campanhas de “O Patrão Enlouqueceu?”. Pois Rodrigo Maia aderiu.

 Comissão mista do Congresso aprova: empregadores assumirão as despesas com o afastamento dos funcionários por motivo de doença, antes mesmo da realização da perícia do INSS.

Ilustração de Gerson Kauer para capa de edição da Revista Espaço Imóvel/SECOVI/RS - Editada.

Caso gaúcho pode ser paradigmático para chancelar ou restringir o Airbnb

 

Caso gaúcho pode ser paradigmático para chancelar ou restringir o Airbnb

  Criado em 2008 nos EUA, o aplicativo oferece, sempre, em média, 500 mil imóveis residenciais, em 35 mil cidades, em 192 países.

  Decisão do TJRS – que teve recurso especial admitido pelo STJ – proibiu que, em prédio residencial de Porto Alegre, mãe e filho possam alugar dois apartamentos a terceiros via Airbnb.

  Possíveis mudanças no Exame de Ordem.

  Uma página exclusiva da Presidência do STF na internet.

O caso do prefeito gaúcho que nomeou a namorada como chefe da divisão de licitações e contratos no município

•  Decisão do TJRS determina a exoneração da auxiliar: “Transgressão dos princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade”.

•  Tem também o caso do titio gentil como prefeito que nomeou duas jovens sobrinhas advogadas para o secretariado.

•  Juíza estabelece norma para saias e vestidos das advogadas: limite de 5 cm acima do joelho.

•  Vem aí a biografia não autorizada de Eduardo Cunha (MDB-RJ): “Deus tenha misericórdia dessa Nação”...

Imagens: DepositPhotos/Freepik - Montagem: Gerson Kauer

A demorada ação penal que está no “balcão da janela”

 

A demorada ação penal que está no “balcão da janela”

•  Desde o dia 7 deste mês, os 18 volumes de sigiloso processo aguardam impulsionamento na 9ª Vara Criminal de Porto Alegre.

•  Leilão judicial de terreno penhorado do CEJUS - Centro dos Funcionários do TJRS. A alienação será no dia 19 de novembro e objetiva o pagamento dos créditos apurados em 19 ações trabalhistas.

•  Deltan Dallagnol recusa hipótese de promoção para continuar na Lava-Jato em Curitiba.

•  Alexandre de Moraes suspende ação penal contra dois empresários presos na operação Boca do Lobo.

Como Alemanha, Argentina, Estados Unidos, França, Itália e Portugal decidem sobre a execução antecipada da condenação criminal

  As regras que determinam qual grau de jurisdição pode levar um réu à prisão variam de acordo com o sistema jurídico de cada país.

  Rodrigo Maia não vai pautar a PEC sobre a prisão em segunda instância: “É necessário esperar o caminho do Supremo”.

  Contestação entregue quatro minutos depois do fechamento do cartório é intempestiva.

  Mercedes Benz condenada por impor ócio forçado a uma trabalhadora.

  As desigualdades no Brasil seguem crescendo.

Imagem Camera Press

Impasse entre Ajuris e TJRS será decidido pelo Conselho Nacional da Justiça

 

Impasse entre Ajuris e TJRS será decidido pelo Conselho Nacional da Justiça

 A entidade dos juízes e a presidência da Corte gaúcha divergem sobre a regulamentação da assistência à saúde suplementar dos magistrados e servidores do Poder Judiciário do RS.

 Rapidez e urgência: CNJ dá cinco dias para o TJRS se manifestar.

 Julgamento, pelo STF na quinta-feira, de três ADCs definirá a prisão, ou não, após os julgamentos de segunda instância.

• Modulação da tese referente à ordem de apresentação de alegações finais de réus delatores e delatados fica sem data.