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Porto Alegre (RS),sexta-feira, 29 de maio de 2020.
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A primeira vez de Matheus Henrique



Montagem de Gerson Kauer (Divulgação)

Imagem da Matéria

 A primeira vez a gente nunca esquece

É tradição secular japonesa, sempre antes das refeições, limpar as mãos com as toalhinhas brancas, umedecidas, que emanam vapor, chamadas de ´oshibori´. Elas fizeram fama e sucesso, mundo afora, a partir do momento em que as empresas aéreas passaram a oferecê-las, também, a passageiros que viajam em primeira classe, ou executiva. Simplesmente chamadas de “toalhinhas quentes”, elas estavam na programação rotineira da aeronave fretada que levou a seleção brasileira a Singapura, para o jogo de ontem com o Senegal.

Pois Matheus Henrique, fenômeno gremista de 21 de idade, jamais viajara em voo internacional fretado que disponibilizasse essa mordomia. Confortavelmente espichado numa poltrona, ele dormia ao lado de Everton Cebolinha, quando foi despertado pelo aviso: “Senhores dirigentes, senhor treinador, craques e demais membros da delegação da seleção brasileira, bom dia. Dentro de 90 minutos chegaremos a Singapura. Agora, em seguida, iniciaremos o serviço de café da manhã”.

O ambiente ficou à meia-luz e Matheus viu uma “mulher se aproximando” (palavras textuais dele). Era a aeromoça, de bandeja numa das mãos; na outra, um pegador. Então ela içou uma ´´oshibori´, e perguntou: “Aceita?”.

Matheus Henrique acedeu e levou o “quitute” direto à boca. Após a tentativa de mordida, de imediato expressou a estranheza:

- “Essa tapioca é dura e pegajosa, não consigo mastigar”.

Virou-se para o lado, para ver a reação de Everton lidando com o ´petisco úmido´ e – surpresa – encontrou o amigo e colega de clube tranquilamente passando a ´oshibori´ sobre o rosto.

Sem demora, essa “primeira vez” de Matheuzinho espalhou-se no ambiente da seleção. Já no hotel, horas depois, durante o almoço Matheus Henrique foi convidado a sintetizar a sua experiência de viagem como convocado pela CBF.

Saiu-se bem e integrado. Narrou tim-tim por tim-tim a frustrada experiência gastronômica e, após risadas de todos os presentes, fez uma comparação jocosa como arremate: “Essas tapiocas japonesas são horríveis”.

Foi aplaudido, além de merecer gostosas gargalhadas. Mas não perdeu a oportunidade para fazer humor:

- “Eu prefiro as tapiocas brasileiras”.

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VEJA O VÍDEO – “A primeira tapioca japonesa você nunca esquece”...

 O início da carreira

Nascido em Paradas de Taipas, na zona norte de São Paulo, o jogador começou no futebol com sete anos de idade. De uma família humilde, ele precisou dar um tempo no sonho de jogar futebol. Por ser longe de casa, seu pai não conseguia levá-lo para a escolinha de futebol. Jogando nos campos de uma favela e na várzea, o garoto aprimorou o talento. Logo depois, as primeiras oportunidades apareceram.

Destaque em um jogo da escolinha, um olheiro o levou para o Nacional-SP, primeiro clube do jogador, onde iniciou na categoria sub-15. Meia-atacante de origem e goleador do time no estadual da categoria, foi logo promovido para o sub-20. Mesmo cinco anos abaixo do limite de idade, disputou a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2013. Inicialmente na reserva, entrou em alguns jogos e chamou a atenção de outros clubes.

A primeira oportunidade foi no Fluminense, no qual esteve em observação, mas não assinou com o o clube carioca. Depois rumou para o Grêmio, onde ficou durante todo o ano de 2013 antes de ser dispensado. No clube gaúcho foi aproveitado na lateral-direita.

  No São Caetano

No começo de 2014, Matheus Henrique chegou ao São Caetano (SP) primeiramente para a equipe sub-17. Com o final da competição foi integrado ao sub-20, onde era da terceira equipe. Depois de se destacar na Copa São Paulo, foi promovido aos profissionais. Na estreia no time de cima, pela Série A-2 do Paulista de 2015, mostrou seu cartão de visitas. Entrou no jogo contra o Guaratinguetá no final do segundo tempo, e com menos de 10 minutos de profissional, fez um gol.

Na Série D do Brasileiro não teve tantas chances e desceu para o sub-20 para jogar a Copa São Paulo antes de voltar de vez ao profissional. Chamou novamente a atenção do Grêmio e teve uma segunda oportunidade em Porto Alegre.

  O retorno a Porto Alegre

No início de 2017, então conhecido como Matheusinho, ele chegou ao Grêmio, por empréstimo, com opção de compra. No mesmo ano fez sua estreia na derrota por 4 a 3 para o Atlético Mineiro no Estádio Independência pela última rodada do Campeonato Brasileiro.

No início da temporada 2018, Matheus Henrique teve seus momentos de artilheiro, marcando gols nas duas primeiras partidas do Campeonato Gaúcho e chamou atenção a semelhança no estilo de jogo com o apresentado por Arthur

Em setembro do mesmo ano o Grêmio oficializou a contratação em definitivo de 70% dos direitos econômicos do volante, que tem contrato assinado até final de 2022.[8]. Alguns meses depois, em março de 2019, o clube adquiriu mais 20% dos direitos econômicos do atleta, totalizando 90%. (Fonte> Gremiopédia).


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