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Edição de terça-feira ,12 de novembro de 2019.

Procurador da Fazenda tenta matar juíza no TRF-3



Camera Press

Imagem da Matéria

Testemunhas disseram que Matheus (foto)
parecia estar tomado por um surto psicótico

O procurador da Fazenda Nacional Matheus Carneiro Assunção foi preso nesta quinta-feira (3), por volta das 18h., após tentar matar a juíza federal Louise Filgueiras, no TRF da 3ª Região. O tribunal tem jurisdição em São Paulo e Mato Grosso do Sul. Sua sede principal fica na Avenida Paulista.

Assunção atacou a magistrada com uma faca, golpeando-a no pescoço, e deixando com ferimentos leves. Ele invadiu o gabinete da magistrada, que atua em substituição ao desembargador Paulo Fontes, que está em período de férias. Com os gritos, os servidores do gabinete e os seguranças do andar acorreram e imobilizaram Matheus.

Nesse momento, a juíza tentava se esquivar do outro lado da mesa, que é larga e de tamanho avantajado.

Matheus tinha ido, pouco antes, ao gabinete do desembargador Fábio Prieto de Souza, no 22º andar da Corte, mas ele não estava no local, pois participava de uma sessão de julgamentos. Então, desceu correndo pelas escadas e, no 21º andar, invadiu o gabinete da juíza.

Inicialmente, ele atirou uma jarra de vidro em direção à magistrada. Depois, a golpeou com a faca – gritando repetidamente que “Isto é um protesto”. Testemunhas informaram terem tido a impressão de que Matheus sofrera um surto psicótico.

O procurador da Fazenda Nacional foi preso e levado pela Polícia Federal, onde foi lavrado o flagrante.

Repercussões

Já ontem (3) à noite, o saite Consultor Jurídico publicou as primeiras repercussões.

 "Não bastasse a notícia recentemente divulgada de que um Procurador da República pensou em atentar contra a vida de um ministro do STF, agora temos uma infeliz ocorrência no TRF de São Paulo. Para além de lamentar o ocorrido e se solidarizar com a vítima e todos os colegas do tribunal, urge mais uma vez repensar os níveis de segurança das cortes e dos fóruns, em todo o país” - lamentou Jayme de Oliveira, presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB).

• Para Fernando Mendes, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), não pode se admitir qualquer ataque à magistratura. "A categoria vem sendo atacada simbolicamente nos últimos tempos, e essa campanha nefasta na tentativa de desacreditar a instituição acaba estimulando o comportamento criminoso de indivíduos. Temos de dar um basta a isso."


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