Ir para o conteúdo principal

Edição de terça-feira ,12 de novembro de 2019.

'Se não fosse o STF, não haveria combate à corrupção no Brasil' – disse Toffoli



Charge de HUMOR POLÍTICO

Imagem da Matéria

O presidente do STF, Dias Toffoli , fez nesta quarta-feira (2) um discurso em Plenário em defesa da Corte. Nos últimos dias, o tribunal sofreu críticas por ter encaminhado a votação tese que coloca em xeque várias condenações proferidas em ações penais da Lava-Jato. Toffoli disse que “se não fosse o Supremo, não haveria combate à corrupção no Brasil”.

Em seguida, sustentou: “Se existe o combate à corrupção é graças ao STF que, juntamente com o Congresso Nacional e o Executivo, elaboraram pactos republicanos em 2004 e em 2009. Todas as leis que aprimoraram a punição à lavagem de dinheiro, as leis que permitiram a colaboração premiada, as leis de transparência foram previstas nesses pactos”.

Em seguida pontuou: “É uma falácia dizer o contrário, que esta Corte atua em sentido contrário. É uma desonestidade intelectual”.

O presidente do STF seguiu reforçando a defesa do papel do Supremo no combate à corrupção: “Esta Corte defende o combate à corrupção, mantém as decisões tomadas dentro das normas legais, mas repudia os abusos e excessos e as tentativas de criar poderes paralelos e instituições paralelas. Volto a dizer: se não fosse este STF, não haveria combate à corrupção no Brasil”.

O ministro Marco Aurélio Mello, que não havia votado na sessão da semana passada, defendeu que delatores e delatados poderiam se manifestar em prazo único, sacramentando placar de sete votos a quatro. Em seguida encadeou nove frases:

- O Supremo não legisla. A sociedade aplaude a Lava-Jato. O supremo vem dizer que não foi bem assim. Que o sucesso se fez contaminado. Que se deixou de dar nas alegações finais tratamento diferenciado ao delatado. A guinada não inspira confiança. Ao contrário, gera descrédito. Sendo a história impiedosa, passa a transparecer a ideia de um movimento para dar o dito pelo não dito em termos de responsabilidade penal, com o famoso jeitinho brasileiro, e o que é pior, com o benefício não dos menos afortunados, mas dos chamados tubarões da República. Fora da lei não há salvação. Guarda-se um preço por se viver num Estado de Direito e esse preço módico é o respeito — disse Marco Aurélio.


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

Comentários

Banner publicitário

Notícias Relacionadas

Acompanhe em tempo real a sessão do STF

Com imagens e áudio da Tv Justiça, o Espaço Vital está retransmitindo a sessão desta quinta-feira (7) do STF. A previsão é de que o julgamento termine hoje, com o voto de Minerva do presidente Dias Toffoli.

Diálogos ríspidos ontem no Supremo

Desentendimento ocorreu durante julgamento sobre prestação de contas partidárias. Alexandre de Moraes era constantemente interrompido. Toffoli pediu “respeito aos colegas” e Barroso reclamou da “deselegância” do presidente.