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Edição de terça-feira , 15 de outubro de 2019.
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Salário-base de R$ 24 mil mensais é “uma miséria” para procurador de justiça...



Rede Tv! (reprodução)

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 ´Miserê´ de R$ 24 mil mensais

Gravação de uma recente reunião do Ministério Público de Minas Gerais mostrou o procurador estadual Leonardo Azeredo dos Santos reclamando da remuneração. “Como é que se vai viver com 24 mil reais?” – questiona ele.

Esse cifra (salário-base) equivale a 24 salários-mínimos brasileiros, montante que ele define como “um miserê”.

Leonardo não falou dos adicionais e outras vantagens que inflam a folha do Ministério Público. Nos sete primeiros meses, por exemplo, ele recebeu R$ 478 mil líquidos – são, em média, R$ 68 mil mensais. Outros na função embolsaram até R$ 88 mil. Essa voracidade argentária reflete também, excentricidades salariais comuns na União, estados e municípios, entre elas a incorporação de gratificações aos vencimentos.

Levantamento da Câmara dos Deputados mostra que 71% dos magistrados brasileiros têm ganhos que superam o teto constitucional (R$ 39,2 mil), por meio do renitente auxílio-moradia, alimentação, viagens, gratificações e variados penduricalhos remuneratórios que o sistema jurídico permite conceber e implantar no serviço público. Na semana passada, o CNJ abriu a porteira para o pagamento em pecúnia do “auxílio-saúde” (10% do salário base de desembargador).

Há três anos o Senado aprovou um projeto para limitar os supersalários. Recebido na Câmara, o texto foi debatido, convertido em relatório negociado durante 18 meses pelo deputado-relator Rubens Bueno (Cidadania-PR). No primeiro semestre deste ano, o presidente da Casa, Rodrigo Maia, adiou a votação para “não atrapalhar a reforma da Previdência”. E o assunto parou em alguma gaveta burocrática.

O vagar legislativo chancela o escândalo repetitivo: o pagamento de supersalários num país em que metade dos trabalhadores do setor privado recebe um salário mínimo por mês, segundo o IBGE.

 Calote por excelência

O ex-futebolista Romário de Souza Faria, ex-deputado federal (2011/2014), e atual senador (2015/2022) foi condenado, na semana passada, a pagar 14 meses de aluguel (R$ 408 mil – valor nominal) da mansão em que ele morou por quatro anos, à beira do Lago Paranoá, em Brasília. A mesma sentença proferida na 7ª Vara Cível de Brasília determina que, em 30 dias, o notório baixinho elimine um campo de futebol e um píer, implantados sem autorização ao lado do imóvel.

O futebol judicial gira em torno do reajuste do aluguel que passou, em meados de 2015, de R$ 26 mil para R$ 35 mil mensais. Romário desocupou a casa em meados de 2015. A credora é a Fashion Park Empreendimentos Imobiliários S.A.

Não há trânsito em julgado. (Proc. nº 20150111400502).

 Negócio de bilhões

O Carrefour Brasil está negociando a compra da operação brasileira da Makro, controlada pela rede atacadista holandesa SHV Holdings N.V., fundada em 1968 e sediada em Amsterdã.

À proprietária, para início de conversa, já chegou uma proposta de R$ 5 bilhões.

 

 Molho de pimenta

Paulo Pimenta (PT-RS) líder do PT na Câmara, usou dinheiro da cota parlamentar para visitar o ex-presidente Lula na prisão em Curitiba, semana passada. O uso do penduricalho para viagens nacionais é permitido, desde que tenha “relação com o mandato”.

A assessoria de Pimenta alega que ele “também foi a uma atividade na sede do PT do Paraná”.

Ativo esse Pimenta!...


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