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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 31 de julho de 2020.
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Odair, VAR e a apreensão do torcedor colorado



Ricardo Duarte – S. C. Internacional

Imagem da Matéria

A primeira partida da final da Copa do Brasil inverteu a importância de um aspecto que vinha alimentando o debate futebolístico: o VAR. Nas partidas anteriores vinham sendo normais extensas paralisações para consultas ao VAR, especialmente no que se refere a pênaltis.

O árbitro da partida de quarta-feira (11) demonstrou que ainda é possível decidir em campo (ou nylon), prontamente e sem errar.

E não errou.

O único lance relativamente polêmico foi aquele reclamado pênalti do Athletico, PR. O lance foi repetido inúmeras vezes na tevê, ficando evidente que o jogador adversário colocou o braço protegido pelo tórax. Com personalidade o árbitro Raphael Claus não recorreu ao VAR, aliás durante todo o tempo de jogo.

Habemus árbitro, ao menos um no Brasil em tempo de VAR.

Estávamos apreensivos diante do adversário, da sua ruidosa arena e do piso sintético. Eu já estive lá e o ruído produzido por aquela torcida é como se alguém estivesse gritando nos nossos ouvidos.

Seria, como foi, difícil o confronto. Estamos vivos, vivíssimos graças à retrospectiva no Beira-Rio e pela atuação do “São Marcelo Lomba”, um goleiro que enche a torcida de orgulho.

No momento do lance do gol, houve erro da zaga colorada, que saiu atrás do atacante.

Ontem reafirmei a minha convicção: nosso time é um time que se acovarda frente às circunstâncias adversas. Isso vem se repetindo desde as atuações no Campeonato Gaúcho, passando pelo Flamengo. Tivemos 37% de posse de bola, contra 63% do adversário, quase o dobro. No restante os números foram praticamente iguais.

Para mim, mas uma vez o Patrick deixou a desejar: ou lhe falta técnica, ou concentração.

Odair está indo muito além do que imaginávamos. Ele soube crescer na sua atividade, ou aproveitar bem a chegada do Rodrigo Caetano. Entretanto, acho que ele é vítima da cultura da retranca existente em nosso vestiário e que é imposta pelos últimos “luminares” que por lá passaram.

Ainda no domingo ouvi a entrevista de um ex-presidente retranquista juramentado, enaltecendo o “freio-de-mão” puxado na quarta então vindoura.

O que esperar do nosso atual dirigente de futebol seu confesso discípulo e seguidor?

O Odair também precisa ter um plano B diante da dificuldade e que altere a lógica do sistema de jogo.

Com humildade, cautela, competência e apoio da torcida, chegaremos lá.


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