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Porto Alegre (RS), sexta-feira, 05 de junho de 2020.
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Tempestade perfeita para perder uma Copa: juiz + VAR + bruxo



http://cartunistaedra.blogspot.com

Imagem da Matéria

Já escrevi aqui e em vários lugares que o VAR é um álibi para vigaristas e proxenetas do apito. Assim como são alguns princípios que os juristas inventam para transformar o Direito em qualquer coisa (decisionismo), também o VAR veio para isso. De que adianta o VAR, se o árbitro está viciado no olhar?

Já temos uma epistemologia do carnaval, em que o quesito alegorias desclassifica uma escola por 0,1. Mas ainda não sabemos o que é um pênalti? Ah, VAR se afumentar (desculpem-me o trocadilho infame, mas a ocasião exige).

O Grêmio perdeu uma Libertadores e uma Copa do Brasil por causa do árbitro que, mesmo olhando o VAR, cleptou.

Ludocleptismo: eis aí um tipo penal que deveria ser posto em algum código. “Deixar de assinalar infração contra clara evidência técnica do VAR: pena – cobrir o árbitro de pinche e derramar-lhe penas de galinha”.

Mas, cá “entre si”, não foi só por isso que perdemos a Libertadores contra o River em casa e a Copa do Brasil para o Atlético em Curitiba. No primeiro caso, teve o “fator Bressan”, fenômeno que os cientistas ludopédicos não conseguem explicar. No segundo caso, tem o “fator bruxismo”, outro fenômeno que, passa ano, passa década, não é decifrado.

Quanto tempo a torcida (falo da torcida não chapa branca) pede a saída de André? Ora, fosse para ter um centroavante do tipo que o Texas gosta, ficássemos com Jael, o cruel. Ocorre que não se deve optar entre o diabo e a o coisa ruim. Deve haver um meio termo.

Talvez Renato devesse ouvir parte da torcida que sugere outro modelo de jogo, sem centroavante típico. Será que tem de desenhar? Para jogar com centroavante, tem de ter um. O Inter tem. Se não temos um, temos de inventar outro modelo, talvez como no jogo contra o Cruzeiro.

Post scriptum I: assisti ao jogo Sampaio Correia x Zequinha. Houve claro loducleptismo. O Zequinha foi garfado. Um pênalti escandaloso não assinalado. O que levaria um árbitro experiente ser atento a um pênalti que marcou contra o Zequinha e cego a um a favor?

Post scriptum II: impressiona o modo como a IVI da Ipiranga descreveu o jogo do Zequinha. Nem uma palavra sobre o pênalti. Claro: jornalismo isento é isso. Assim como não falou nada do pênalti não assinalado a favor do Grêmio contra o Cruzeiro. Isenção ad hoc: eis o lema.

Post scriptum III: avisei aqui o inferno que será o Rio Grande nos próximos dias face à decisão da Copa do Brasil. A IVI (Imprensa Vermelhíssima Isentíssima) está molhadíssima...


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