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Porto Alegre (RS), terça-feira, 04 de agosto de 2020.
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Detentos recusam Eduardo Cunha como árbitro do campeonato dos times da cadeia



Arte de Camila Adamoli sobre caricatura de Queiroz Carvalho

Imagem da Matéria

 Juiz ladrão!

Na penitenciária de Bangu, no Rio – onde parte da turma da Lava-Jato está presa – realiza-se desde a semana passada um campeonato formado por 12 times de reclusos. Um deles – o notório Sérgio Cabral - foi impedido, pelas normas oficiais do cárcere, de jogar. É que ele está no isolamento.

O também saliente Eduardo Cunha alegou “falta de disposição” para jogar, mas ofereceu-se para atuar como juiz futebolístico. Foi vetado jocosamente pelos times, sob o argumento “de lisura não confiável”.

Transitou em julgado pelas regras vigentes na cadeia.

• Recebendo o meritíssimo

A reforma da Previdência exigiu cautelas do Judiciário para não perder direitos e benesses. Na reta semifinal do primeiro turno, o relator da reforma, Samuel Moreira (PSDB-SP) recebeu um telefonema originado no STF.

Era o ministro Alexandre de Moraes pedindo ao relator para receber um representante de uma entidade que representa magistrados brasileiros. Aconteceu.

• Cabrais e os descobrimentos

No ano 1.500, Cabral, o navegador, descobriu o Brasil. Em 2019, Cabral, o governador larápio, está procurando descobrir quem pode ajudá-lo a assinar uma delação premiada.

Após um inexitoso contato com o Ministério Público - que deu um imediato não – os advogados do ex-governador carioca estão tentando com a Polícia Federal.

• Políticos, dinheiro! Macacos, bananas!...

O relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias, deputado Cacá Leão (PP-BA), saiu-se com uma pérola para tentar explicar o ataque (ou seria, mesmo, atraque?) ao bolso do contribuinte.

De modo simplório e transparente chancelou que “foi uma reivindicação de quase todos os partidos”. Como se sabe, o inchaço financeiro – se aprovado - elevará os gastos com os partidos de R$ 1 bilhão e 700 milhões para R$ 3 bilhões e 700 milhões.

O jornalista carioca Ascânio Seleme saiu-se, em sua coluna dominical em O Globo, com uma tirada irônica, mas pertinente: “Se o deputado Leão perguntasse a todos os macacos dos zoológicos de país se eles gostariam de ganhar mais bananas grátis, certamente quase todos os primatas responderiam que sim”.


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