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Porto Alegre, 20.2.2020.
Próxima edição na quinta-feira 27
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Ministro do Supremo ajuda Lula



Charge de Claudio Aleixo – Tribuna da Internet

Imagem da Matéria

O nosso país é incrível. Ele não sobreviveria a uma criteriosa análise de parte de cientistas políticos sérios e competentes. Todos nós parecemos personagens de uma obra de Jorge Amado, ou de um conto do Nelson Rodrigues.

Há aproximadamente um mês o país foi sacudido por denúncias reveladas com grande estardalhaço, acerca de interlocuções indevidas entre o juiz Moro e os membros do Ministério Público atuantes na Lava-jato.

Um dos críticos mais severos, aquele que se apressou em conceder entrevistas, foi o supremo Gilmar Mendes. Não economizou adjetivos e nem indignação.

Pois bem, alguns dias após, quando os oportunistas de plantão imaginavam que o episódio acarretaria efeitos no julgamento de um recurso cujo objeto diz com a suspeição de Moro no caso Lula, lecionou Gilmar ao advogado genro do compadre de Lula: “Tem que ser concedida a liberdade imediata de Lula, até o julgamento do pedido de suspeição”.

Para o inatacável Gilmar, aquilo que criticava passou a pautar a sua conduta de magistrado, de aconselhamento ao advogado do réu.

Considerando o histórico de Gilmar Mendes é possível demarcar a sua mudança de ânimo relativamente às causas. Não teve e não tem simpatia ao petismo e nem ao lulismo, mas a sua generosidade interpretativa aumentou na mesma proporção das implicações do PSDB na corrupção.

Havia algo ainda mais escandaloso em jogo. Os diálogos não contavam com a prova de autenticidade, quer da autoria quer do conteúdo. Por outro lado, tratando-se de prova ilegal, como admitir que serviria para macular a atuação da Justiça, no mais expressivo processo que cuidava da punição à corrupção no país?

Uma vez mais, aqueles inconformados com a atuação dos governantes corruptos, ou tementes de que as investigações possam atingir-lhes, agarram-se em um “pau-podre” para, esperançosamente, deixarem a cabeça acima da água.

Inacreditável, mas foi a Rede Globo que se encarregou em retirar a eventual credibilidade do manjado IntercePT. Em um dos seus jornais televisivos, demonstrou a fragilidade do conteúdo dos textos: nomes errados, jurisdição diversa de atuação, procuradores então aposentados, etc.

Fossemos um país do império da lei e do respeito, esse blogueiro americano e seus comparsas deveriam estar sendo investigados para serem processados e julgados.

Já é hora de serem convidados a entregarem os seus passaportes na Polícia Federal.

E como este espaço Jus Vermelho é primordialmente futebolístico, agora, é torcer pelo Brasil, sem deixarmos de nos encantarmos com o Guerrero.


A PALAVRA DO LEITOR

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