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Porto Alegre (RS), terça-feira, 02 de junho de 2020.
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Dias Toffoli diz que “os ministros do Supremo têm que ter couro” para aguentar críticas



Charge de Roque Sponholz – Humor Político

Imagem da Matéria

• Verso

Na noite de domingo (30), Jair Bolsonaro festejou a amplitude das manifestações populares: “Respeito todas as instituições, mas acima delas está o povo, meu patão, a quem devo lealdade”.

 Reverso

Na tarde de segunda-feira (1º), deputados criticaram o apoio do presidente às passeatas. E vieram com o parágrafo único do artigo 1º da Constituição: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

 “Tem que ter couro

Também na tarde de segunda-feira (1º), o presidente do STF, Dias Toffoli fez a sua análise das passeatas de domingo, tentando minimizar a pressão das ruas: “Os ministros do Supremo têm que ter couro e têm que aguentar qualquer tipo de crítica. Quem está no STF está, todo dia, numa ´tropa de elite´ com todo mundo falando ´pede pra sair´”.

• A janela em cima do muro

A prisão em segunda instância pode ser julgada este ano – ou... não. Embora o assunto não esteja na agenda de pautas do Plenário para o período agosto/dezembro, Toffoli diz que “o tema pode ser incluído em uma ´janela´ deixada no calendário. Ainda vamos analisar”.

Ou seja: a matéria será pautada de acordo com o calor ou frio político – e as vozes das ruas também.

•  “Tanta coisa pra fazer”

No mesmo evento, o presidente do STF não quis comentar a ação do Intercept e os diálogos entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol: “Não vou falar sobre isso. Mal tenho lido essas questões, tem tanta coisa para fazer, você acha que dá tempo de ver essas questões? Não dá – afirmou”.

 Procurador entendido

O procurador estadual do Rio de Janeiro Renato Saad, preso ontem (1º) por receber propina (POBRE RIO!) de R$ 1,3 milhão da Odebrecht é autoridade em escritos jurídicos sobre ilicitudes.

Este ano Saad lançou um livro que é um compêndio de doutrina e jurisprudência. A obra (não a do metrô, via Odebrecht) jurídica tem o título “O Ato llícito e a Responsabilidade Civil do Estado”.

Ontem mesmo, a “rádio-corredor” da OAB carioca lançou uma provocação: “Futuramente espera-se o lançamento de O Ato Ilícito e a Responsabilidade Civil e Penal do Procurador do Estado´”.

Faz sentido.

•  O desvio e o de$vio...

Segundo o MPF, Renan Saad - que atuava no setor jurídico da Secretaria de Transportes do Rio - recebeu a propina da Odebrecht para dar parecer favorável à mudança de traçado da Linha 4 do metrô, o que encareceu as obras.

Orçada inicialmente em R$ 880 milhões (em 1998) com os acréscimos e aditamentos seu custo teve um salto olímpico com direito a medalha de ouro: passou para R$ 10 bilhões.

Típico caso em que o desvio (com ´s´) do trajeto terminou proporcionando um de$vio com cifrão. Ou cifrões.

• Los hermanos y la isla...

O jornalista José Casado contou, em O Globo, como foi que “o Brasil” (?), há nove anos, decidiu doar a Cuba cerca de 10% do seu PIB: US$ 4,9 bilhões.

Lula reuniu seis ministros em Brasília às vésperas do Carnaval de 2010 e liberou a verba.

A publicação acrescenta que não há qualquer registro público oficial a respeito disso. Mas havia, claro, uma empreiteira brasileira interessada em fazer obras no Exterior. As fontes do jornalista são técnicos do Tribunal de Contas da União que examinaram a papelada do caso, apontado como “decisão de Estado”.

• Abaixo as chatas!

O Idec Instituto de Defesa do Consumidor sugeriu ontem (1º) à Anatel uma série de medidas para limitar o abuso de chatas chamadas de telemarketing, que são interrompidas logo que o caro leitor atende, e/ou veiculam mensagens de interesse zero.

A sugestão é para que só possam ser desfechadas ligações aos assinantes que, previamente, autorizarem o serviço, e desde que haja limitação de horários. Resta saber se a Anatel vai se agilizar, ou se fará as vezes de tartaruga telefônica. A conferir.


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser esclarecer, comentar, detalhar, solicitar correção e/ou acréscimo, etc. sobre alguma publicação feita pelo Espaço Vital, envie sua manifestação.

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