Ir para o conteúdo principal

Porto Alegre (RS), sexta-feira, 3 de julho de 2020.

A Deusa Gaúcha da Justiça



Divulgação

Imagem da Matéria

Santa Rosa, 9 de maio de 2019.

Ao
Espaço Vital

Ref.: Deusa Gaúcha da Justiça

Nestes mais de 30 anos de advocacia e magistério, sempre exerci estas atividades como vocação. Com muito orgulho e satisfação, com a companhia de minha esposa e três filhos.

Mas sempre me indagava: por que a deusa Themis parte da mitologia e dos ditames de uma proposta de justiça, não poderia ser algo mais nosso, mais perto, mais coração, mais missioneiro? Em 2010, como apaixonado por viagens (mais de cem pelo Brasil e pelo mundo) surgiu-me a ideia de criar uma deusa gaúcha.

Sou apaixonado pela cultura missioneira e gaúcha, nosso povo, os farrapos, a revolução de 1893, ximangos e maragatos. Tenho a tradição campesina de homem simples que, dentro de seus costumes e angústias diárias quando clama por justiça, sempre a vi ao longe, cercada de trâmites e prazos, diversa de minha crença, tradição e origem.

Assim, criei em 2010 o trabalho de transpor tudo isso à Deusa Gaúcha da Justiça: uma mulher cabelo indígena (tupi-guarani/patos e minuanos) com folha de trevo de quatro pétalas ao cabelo (símbolo da fé, unicidade, equilíbrio e vida), rosto sem venda (símbolo da clareza e do conhecimento); busto da índia guarani missioneira, vestida de prenda (nosso culto).

Por que numa madeira especial? Isso deveria ser numa madeira credo canjerana, ano 1960. (Meu sobrenome HOLZ quer dizer Madeira e essa é a profissão de meus pais e avós).

Relembro de 1960, época de meus estudos para aprender a falar português e da primeira vez que pude usar sapato. Meu pai dizia... “Se você estudar muito e tiver um bom sapato, você irá longe e vida será melhor do que a nossa”.

Assim realizei o sonho de minha mãe e meu pai (muita saudade deles), ao ser professor e advogado.

Ofereci a proposta desta deusa a muitos artistas e artesões, mas todos ou se negaram ou se desculparam, alegando que não era a deusa que estava nos livros e nos tribunais e alguns alegaram inclusive que poderiam “surgir problemas com o pessoal da justiça".

Em setembro de 2017 conheci o artista Mauro Ruckert (Comunidade de Padre Gonzalez - Três Passos/RS) que se apaixonou pelo assunto, conheceu a minha proposta e esculpiu a estátua. Esta é a Deusa Gaúcha da Justiça. A exata ideia de minha proposta e simbologia. Esta obra representa, para mim, coração e paixão .

É peça única. Não tem preço. Seu valor, pelo que representa, é inestimável. Tomara que os leitores do Espaço Vital gostem da minha ideia – em muito me honraria.

Obrigado, um abraço a todos.

Eliseu Holz, advogado (OAB-RS nº 23.643).
escritorio@eliseuholz.com.br
Santa Rosa/RS

Em tempo: se quiserem conhecer mais do meu trabalho, acessem www.webtvsul.com.br . Eu apresento o programa “Pelo Mundo”.


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser esclarecer, comentar, detalhar, solicitar correção e/ou acréscimo, etc. sobre alguma publicação feita pelo Espaço Vital, envie sua manifestação.

Notícias Relacionadas

“Nossos números são muito bons”

A afirmação é do desembargador Antonio Vinicius Amaro da Silveira, novo presidente do Conselho de Comunicação do TJRS, fazendo comparações com a média nacional de julgamentos. Em carta ao Espaço Vital, ele reconhece “haver espaço para melhorias, sempre perseguidas”.

Arte de Camila Adamoli com caricaturas de Frank Maia (Humor Político)

O “direito” do Banco do Brasil, de "analisar" um  ato judicial

 

O “direito” do Banco do Brasil, de "analisar" um ato judicial

Demora no pagamento de um alvará judicial encaminhado para “apreciação e controle do núcleo jurídico do BB”. E a concordância da juíza da causa:“Deverá o autor aguardar os trâmites internos do banco depositário para liberação do valor”. Leia os detalhes em “Carta de Leitor”, enviada pelo advogado Gastão Bertim Ponsi.