Ir para o conteúdo principal

Edição de sexta-feira , 11 de outubro de 2019.
https://www.espacovital.com.br/images/mab_123_17.jpg

As três máquinas italianas de café expresso que serviam Lula



Arte de Camila Adamoli sobre foto Google Imagens

Imagem da Matéria

 O café quente oficial de Lula

O jornalista Ascânio Seleme contou, na edição de domingo (12) de O Globo, uma perolar e repetitiva faceta do ex-presidente Lula durante seus oito anos de poder e delírios.

Diz assim:

“A turma mais chegada sabe que o ex-presidente Lula adora tomar café expresso bem quente.

Sirva a ele um café frio e depois aguente as consequências. Quando ocupava o trono, quero dizer, a principal cadeira do Palácio do Planalto, o pessoal de apoio levava uma máquina de expresso em todas as viagens presidenciais.

Foram compradas três máquinas italianas, grandes e profissionais, de modo que numa viagem com escalas sempre houvesse um café bem quente em todas as paradas. A equipe precursora levava as máquinas para poder instalá-las de maneira a estarem em ponto de ebulição na chegada de Lula.

Houve viagens com quatro escalas, sobretudo em anos eleitorais. Nesses casos, a primeira máquina depois de cumprir sua missão embarcava em voo especial para a última parada de Lula”.

Tais são jeitos de fazer política no Brasil e dos caprichos de mostrar poder, à custa dos contribuintes.

  Indeferimento de penduricalho

O Diário da Justiça Online do TJRS publicou ontem (13) uma exemplar decisão, que fulmina uma argentária pretensão de juízes gaúchos, sob o patrocínio institucional da Ajuris, a sua entidade de classe.

Numa iniciativa que não teve a mínima publicidade, a entidade pediu a concessão de auxílio-creche aos magistrados, pela via administrativa.

A pretensão foi examinada pelo Conselho da Magistratura, cujos cinco integrantes salientaram que “as disposições constitucionais e legais não contemplam os magistrados com o benefício em questão, sendo imprescindível o ato legislativo para a extensão da benesse a uma nova categoria jurídica”. (Proc. administrativo nº 8.2019.0146/000019-5).

Vale a pena ler a ementa do julgado – tal como publicada no órgão oficial, toda em maiúsculas (o que dificulta a leitura):

“RELATOR: DESEMBARGADOR ÍCARO CARVALHO DE BEM OSÓRIO
PARTE: ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES DO RIO GRANDE DO SUL – AJURIS.
EMENTA: RECURSO ADMINISTRATIVO. PEDIDO DE CONCESSÃO DE
AUXÍLIO-CRECHE A MAGISTRADOS PELA VIA ADMINISTRATIVA.
INDEFERIMENTO. INOVAÇÃO RECURSAL COM MENÇÃO EXPRESSA
À VIA LEGAL.
EXAME DO MÉRITO LIMITADO AO PLEITO ORIGINAL. DISPOSIÇÕES
CONSTITUCIONAIS E LEGAIS QUE NÃO CONTEMPLAM OS
MAGISTRADOS COM O BENEFÍCIO EM QUESTÃO.
IMPRESCINDIBILIDADE DE ATO LEGISLATIVO PARA EXTENSÃO
DA BENESSE A UMA NOVA CATEGORIA JURÍDICA, PORQUANTO
INEQUÍVOCA A INOVAÇÃO NA ORDEM JURÍDICA.
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. ART. 37 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL/1988.
DECISUM INDEFERITÓRIO CONFIRMADO.
RECURSO DESPROVIDO. UNÂNIME.
ACÓRDÃO VISTOS E RELATADOS ESTES AUTOS EM QUE É PARTE A
ACIMA INDICADA, DECIDE O CONSELHO DA MAGISTRATURA DO TJRS,
POR UNANIMIDADE, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO, NOS TERMOS
DO RELATÓRIO, VOTOS E NOTAS DE JULGAMENTO QUE FICAM
FAZENDO PARTE INTEGRANTE DO PRESENTE JULGADO.
PRESENTES OS DESEMBARGADORES CARLOS EDUARDO ZIETLOW DURO
(PRESIDENTE), MARIA ISABEL DE AZEVEDO SOUZA (1ª VICE-PRESIDENTE),
ALMIR PORTO DA ROCHA FILHO (2º VICE-PRESIDENTE),
TÚLIO DE OLIVEIRA MARTINS (3º VICE-PRESIDENTE),
ÍCARO CARVALHO DE BEM OSÓRIO E DIÓGENES VICENTE HASSAN RIBEIRO”. 

 A considerar

Foi de discutível moralidade a pretensão da Ajuris de forrar a magistratura gaúcha com novo penduricalho sem tributação. A ágil entidade tentou um caminho jurídico a que os simples mortais não têm direito.

Enquanto os cidadãos comuns – sem disporem de estagiários nem assessores - sujeitam-se à contratação de advogados, pagamento de custas, demoradas demandas judiciais, infindáveis recursos e, afinal precatórios, etc. houve uma tentativa corporativa de conseguir rapidamente, para incontável número de magistrados gaúchos, mais um imoral penduricalho livre de impostos.

Feio isso, hein!

 Horas extras para advogado

A Unimed Belo Horizonte Cooperativa de Trabalho Médico Ltda. (Unimed-BH) foi condenada pelo Tribunal Superior do Trabalho a pagar, ao advogado Ricardo Correa Santos Viana, como horas extras, o tempo de trabalho prestado a partir da quarta hora diária e da vigésima semanal, acrescidas do adicional de 100%.

Embora ele trabalhasse mais de oito horas por dia, o contrato individual de trabalho não continha cláusula expressa de dedicação exclusiva.

De acordo com o artigo 20 do Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/94), "a jornada de trabalho do advogado empregado, no exercício da profissão, não poderá exceder a duração diária de quatro horas contínuas e a de 20 horas semanais". Só nos casos em que a norma coletiva estabeleça jornada diferenciada, ou em que o contrato de trabalho exija dedicação exclusiva, a jornada pode ser de oito horas.

Dispensado pela Unimed em 2011, após um ano e dez meses de contrato, o advogado pediu na ação trabalhista que fosse reconhecido seu direito à jornada de quatro horas, com o deferimento do pagamento, como horas extras, do tempo de prestação de serviço acima desse limite.

Ele comprovou que trabalhava das 7h30 às 20h30, de segunda a sexta-feira, com uma hora e meia de intervalo; e quatro horas em um sábado e um domingo por mês. (Proc. nº 347-56.2012.5.03.0114).


A PALAVRA DO LEITOR

Se você quiser comentar ou esclarecer alguma notícia, disponha deste espaço.
Sua manifestação será veiculada em nossa próxima edição.

Comentários

Banner publicitário

Mais artigos do autor

Montagem de Gerson Kauer (Divulgação)

A primeira vez de Matheus Henrique

 

A primeira vez de Matheus Henrique

•  Estreante em primeira classe de voos internacionais, o já festejado volante do Grêmio confunde a versão brasileira de uma toalhinha ´oshibori´ com uma tapioca dura e pegajosa.

• Veja o vídeo de como o próprio atleta - durante o almoço no hotel em Singapura – detalhou o acontecido.

•  Nascido em Paradas de Taipas (SP), Matheusinho começou no futebol com sete de idade. De família humilde, seu pai não conseguia levá-lo para a escolinha. Nos campos de uma favela e na várzea aprimorou o talento. 

Imagens: Freepik - Edição/Montagem: Gerson Kauer

Brasília, o  árido coração das trevas

 

Brasília, o árido coração das trevas

 O tiro não disparado, que teve efeitos deletérios.

 O suicídio não havido que pode ter detonado a carreira advocatícia do ex-PGR.

 Gilmar sobre Janot: “Ele é um bêbado e irresponsável”.

• Janot sobre Gilmar: “Ele é perverso e dissimulado”.

 O filho de Teori Zavascki não se convence que a morte do pai tenha sido acidente aeronáutico.

 E o que a Polícia Federal vai ficar sabendo com a apreensão do notebook e do celular de Janot.

Chargista Simanca

   Marchezan especula que Lamachia ou Breier concorrerão à Prefeitura de Porto Alegre em 2020

 

Marchezan especula que Lamachia ou Breier concorrerão à Prefeitura de Porto Alegre em 2020

• O atual presidente da Ordem gaúcha já rebateu: “Não vislumbro concorrer a cargo público”.

 O novo visual de Romero Jucá! Por que ele raspou o bigode de 30 anos?

 A farra da mexerica, iniciada com o financiamento público de campanha, continua a pleno vapor.

 Restituição do Imposto de Renda é impenhorável.

 Deputados preparam o voo da alegria, para a canonização de Irmã Dulce, dia 13 de outubro no Vaticano.

 Governador do Rio pode subir à tribuna do STF como advogado.