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Porto Alegre (RS), terça-feira, 7 de julho de 2020.
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Quem entra no campeonato para não cair...flerta com o rebaixamento!



Imagem da Matéria

Não se fala de outra coisa: o Grêmio no Z-4. IVI em gozo total. Molhadinha. A IVI chegou a ser sarcástica com o Grêmio, com a manchete “Deu MOLE-DO...”. Agora temos de aguentar. O bom cabrito não berra. Chia.

Nossa briga, portanto, é interna. Veja-se: Kolling, da Rádio Gaúcha, entrevistou um ex-dirigente tricolor, que disse: “A prioridade do Grêmio é a Libertadores, depois a Copa do Brasil e depois o Brasileirão. No Brasileirão só interessa pontuar, para não cair”.

Sim, ele disse isso. Leio coisas parecidas nas redes sociais todos os dias. Conselheiros, blogueiros, torcedores (chapa branca e não CB), além de ´aspones´ e quejandos, poluem o imaginário gremista com esse tipo de mensagem.

Como dizia o caricato Conselheiro Acácio (personagem de Eça de Queiroz), as consequências vêm sempre depois. Para começar, já estamos no Z-4.

Daí o título da Jus Azul de hoje: quem entra na competição para não cair, anda pertinho da borda. Da beirinha. Ou fica dentro, mesmo.

Ora, bastaria fazer uma análise de probabilidades. Jogos de mata-mata, como da Copa do Brasil e Libertadores, estão sujeitos, inexoravelmente (por isso se chama “mata-mata”) a contingências maiores do que um campeonato de pontos corridos. Um pênalti mal chutado enterra a competição.

Imaginemos um cenário: uma eliminação precoce na Copa do Brasil ou mesmo mais tarde e/ou uma eliminação da Libertadores...deixa(rá) o Grêmio participando apenas de um campeonato que agora desdenha. E, pior: com o risco de nem se classificar para a próxima Libertadores. Essa é a distopia. Utopia é conquistar duas taças, disputando todas.

Probabilidades...contingências... Afinal, uma pouco de teoria dos jogos para analisar certames, competições, parece necessário. Só paixão não leva taça.

Ah: e precisa preparo físico também. O Inter termina os jogos voando. O Grêmio joga o primeiro tempo. O que está acontecendo com o preparo físico do Grêmio? Os fisiologistas não têm mais força? Ora, era baseado neles que se poupou tanto. Não seria com base neles que se treinasse mais? Hum, hum.

Por último, penso que o Grêmio deve correr para longe de coisas tipo 4-2-3-1, isto é, o esquema representado por esses números. Esgotou.
A propósito, não jogue na Mega-Sena o(s) números 4-2-3-1. Dá azar...

Parece que voltamos a jogar por uma bola. E parece que o esquema texano de um centroavante rompedor esgotou. Pelo menos nesse time do Grêmio. Tem gente aqui do Rio Grande que adora volante com calção sujo de barro e centroavante fuçador. Por que então não se coloca um porco de centroavante? Esse esquema de Renato Portaluppi zerou. Viseu é ruim. André não confirma nunca. Quem sabe Luan “flutuando”? Bom, algo tem de ser feito.

O que eu quis dizer? Simples: jogar para ganhar todos os certames. Jogar quarta e domingo é obrigação de jogador profissional. Mimimi leva a... perdas de todos os campeonatos. Mormente quando há duas copas decididas, quase sempre, por detalhes. Azares. Sorte. Contingências.

Na Europa os times jogam e não se queixam. Vejam os números de Messi, que, aliás, está em mais uma final. E foi campeão...do ´Brasileirão´ deles. E aqui nos poupamos. Ou escolhemos taças.

Jogar um campeonato que não ganhamos há tantos anos só para pontuar é tão grave que, além do risco de cairmos, corremos outro risco – o de ajudar o Inter a sair da fila de quarenta anos. Simples assim. Ou complexo.

And I rest my football case.


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